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43 anos depois

Passados quarenta e três anos sobre a Revolução que restabeleceu a Democracia e o poder ao povo, continuamos com os estigmas do passado. A esquerda e extrema esquerda intitulam-se “donas” da revolução, esquecendo que não fosse o 25 novembro teríamos tido o mesmo triste final que todos os países europeus comunistas, e com isso têm uma atitude de “superioridade moral” sobre todos os outros partidos porque são os donos disto tudo, enviesando toda e qualquer discussão que se possa ter sobre o assunto. Francisco Sá Carneiro, num comício em 1974 disse “Só existe liberdade de escolha e debate crítico das alternativas num clima de paz social, o qual supõe um mínimo de estabilidade económica. Democrata é aquele que pratica a democracia e não aquele que dela apenas se reivindica.”, declaração que se mantém atual e pertinente.

As celebrações concelhias do 25 de abril incluíram uma homenagem a todos os presidentes de câmara desde 1834 (altura em que tinham outra designação), presidentes da Assembleia Municipal, eleitos à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu, estes deste 1977. Depois de terem sido homenageados todos os presidentes de Junta de Freguesia nas comemorações dos 40 anos do Poder Local, esta homenagem fecha o ciclo de homenagens aos homens e mulheres que, independentemente da sua orientação política lutam para que a sua freguesia e o seu concelho sejam cada vez melhores. Naturalmente que os líderes não são bem sucedidos sem toda a equipa que com eles trabalham, muitas vezes incognitamente e sem os holofotes tão requisitados hoje em dia.

A minha última crónica pareceu premonitória quando, sobre Nuno Fonseca, coloquei algumas das questões que se levantavam e, sabemos agora (não sei quantas vezes teremos que corrigir crónicas e títulos de jornais) que terá abandonado a corrida, surgindo uma segunda (terceira ou quarta?) escolha, com o nome de Fernando Marinho, ex-vereador socialista como provável (é melhor referir-me assim) candidato à câmara com o patrocínio do CDS-PP. A apenas cinco meses das eleições começa a tardar a candidatura que se quer no terreno a dar a conhecer.

Entretanto o PS critica a coligação PSD/PPM que suporta a maioria no executivo de fazer obra em ano de eleições e anunciar ainda mais obra. É normal que a oposição tenha que exercer o seu papel de criticar, mas também o deve fazer com transparência e seriedade. A oposição sabe que entre um quadro comunitário que fechou e a abertura tardia do atual passaram mais de dois anos em que os projetos apresentados aguardaram aprovação e disponibilização das verbas. Por isso não apenas Felgueiras, mas todos os concelhos da CIM Tâmega e Sousa, anunciam e fazem obras em final de mandato, basta ler o jornal Tâmega e Sousa Online para ler “Câmara de Baião arranca com obras de 300.000 euros (…)”, “Câmara de Baião anuncia novos investimentos nas redes de água e saneamento” (feitos pelas Águas do Norte). E poderia dar muito mais exemplos. É uma situação transversal a todos os concelhos e não apenas ao de Felgueiras.

Mas mais importante do que repetir os mesmos apontamentos de critica todos os anos, é repetir e reforçar o que a coligação PSD/PPM tem feito. Nos apoios às famílias mais carenciadas, quer através dos manuais escolares que já abrangem até ao 12º ano (muitas autarquias e o próprio governo começam agora a implementarem os apoios apenas no 1º ciclo), aos idosos no apoio domiciliário, compra de medicamentos, transportes e às famílias carenciadas o apoio ao pagamento das despesas mensais imprescindíveis como água e eletricidade. São muitos os apoios na área social, desportiva, cultural e às freguesias resultando que em 2016 foi feito o maior investimento de sempre. Se pensarmos que para as freguesias passamos de um investimento, em 2008, de cerca de 250 mil euros para cerca de 700 mil euros em 2016 é um pulo significativo.

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