Amarante adquire por 2,3 milhões antiga “Fábrica do Matias” para criar centro de artes

Amarante adquiriu hoje, por 2,3 milhões de euros, as antigas instalações de uma fábrica de metalomecânica, no cento da cidade, onde se pretende criar um novo equipamento cultural, disse à Lusa o presidente da câmara.

“Este é um dia histórico para Amarante, porque se resolve um problema que se arrastava há anos na nossa cidade”, comentou José Luís Gaspar.

O autarca referia-se à dificuldade que houve na conclusão do negócio de aquisição da antiga “Fábrica do Martias”, atualmente em ruína, um processo que se arrastava desde 2014, envolvendo dezenas de intervenientes, incluindo herdeiros e ex-funcionários.

A escritura de compra e venda foi hoje celebrada nos Paços do Concelho, formalizando a transferência da propriedade para o município.

 

COMEÇA UM NOVO DESAFIO

 

Para o presidente da câmara, “encerra-se assim um capítulo e abre-se outro ainda mais importante” que será, sinalizou, a fase de pensar o que se pretende para aquele espaço, com uma área coberta superior a 5.000 metros quadrados e cerca de 20 mil metros quadrados de terreno.

“Pensamos que ali vai nascer a Fábrica das Artes”, comentou, referindo que esse princípio será a base do trabalho de definição de um programa funcional.

José Luís Gaspar defende que o futuro equipamento deve, em primeiro lugar, perpetuar a importância de “um setor da indústria que foi e continua a ser relevante para a economia do concelho”, a metalomecânica. Será, por isso, sublinhou, preservado muito do que ali existe em termos de edificado para “perpetuar a memória riquíssima do espaço onde trabalharam várias gerações de amarantinos”.

 

FUTURA “FÁBRICA DAS ARTES”

 

Além disso, prosseguiu o autarca, pretende-se criar condições para ali funcionar um centro cultural aberto a várias manifestações artísticas, onde a população possa, gratuitamente, envolver-se em atividades de teatro, música, cinema e fotografia, entre outras.

José Luís Gaspar espera ser possível ter o projeto da futura Fábrica das Artes concluído em 2021 para o poder incorporar nos fundos comunitários, em regime de ‘overbooking’.

Até lá, concluiu, gostava que fosse possível envolver jovens arquitetos no desenvolvimento daquilo que vai nascer na antiga “Fábrica do Matias, como é conhecido o espaço em Amarante.