Amarante articula Gabinete de Apoio ao Emigrante com agência local de investimento

O Gabinete de Apoio ao Emigrante de Amarante, que a Câmara acordou com o Governo, vai articular-se com a agência de investimento que a autarquia já tem em funcionamento, avançou à Lusa o presidente da autarquia.

“A articulação com o Invest Amarante [agência de investimento do Município] pressupõe esta valência com o investimento estrangeiro. Queremos captar não apenas os emigrantes portugueses que estão no estrangeiro e que têm negócios nesses países, mas também os que, não tendo qualquer ligação a Portugal, olham para o nosso país como uma oportunidade para fazer crescer os seus negócios”, explicou José Luís Gaspar.

O presidente da Câmara disse desejar que os dois serviços se articulem e complementem, recordando que o Gabinete de Apoio ao Emigrante vai permitir chegar a uma vasta rede consular, espalhada pelo mundo inteiro, que poderá ajudar na captação de investimento.

Um dos profissionais fará a ponte com o “Invest Amarante”.

Gaspar recorda que a agência de apoio ao investimento reúne oito técnicos de várias áreas que têm vindo a monitorizar as potencialidades de investimento na região.

“Estamos a falar de técnicos que têm capacidade para responder a qualquer investidor, seja um emigrante português ou outro qualquer”, vincou.

O presidente recordou que, nas últimas décadas, várias gerações de conterrâneos emigraram, precisando que até a sua família o fez. “Eu próprio sou filho de emigrantes”, comentou.

Há por isso, prosseguiu, um “potencial enorme para ser explorado”, procurando atrair investimento de naturais do concelho que emigraram e que hoje têm hoje negócios em vários países.

“É altura de ajudar os nossos emigrantes a investirem no seu país de origem, tal como já o fazem nos países onde estão radicados, fazendo-os entender que têm uma aqui uma oportunidade”, apontou.

O autarca falava depois de ter sido formalizado um protocolo para a criação em Amarante de mais um Gabinete de Apoio ao Investimento, que foi homologado pelo secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro.

O governante sublinhou que os gabinetes de segunda geração que o Governo está a implementar em vários pontos do país, para além das relevantes funções sociais, comporta também as valências de apoio ao investimento, contando com o envolvimento de vários organismos do Estado que trabalham neste domínio, como a AICEP, o IAPMEI e o Turismo de Portugal, entre outros.

“Esta equipa transversal procura dar resposta às questões que os nossos emigrantes colocam nestes gabinetes de apoio ou que colocam na rede consular por todo o mundo”, explicou, em declarações à Lusa.

Carneiro acrescentou que os gabinetes estão preparados para dar resposta célere às questões colocadas pelos emigrantes que deixaram o país há algumas décadas, mas também os que, nomeadamente da região do Tâmega e Sousa, o fizeram nos últimos anos em grande número.