Câmara de Felgueiras e Governo acordam financiamento da ligação à zona industrial de Cabeça de Porca

Felgueiras e o Governo aprovaram o modelo de financiamento da ligação da zona industrial de Cabeça de Porca à Autoestrada A11, o que já permitiu lançar a execução do projeto, disse hoje à Lusa o presidente da câmara.

“Mostrámos a nossa abertura dentro de determinados parâmetros para que isso possa acontecer e, felizmente, foi lançado, há cerca de 15 dias, o projeto de execução”, afirmou Nuno Fonseca.

O presidente explicou que foram ultrapassadas pelas duas partes as dificuldades que havia em relação à forma como a obra vai ser custeada que tinham sido suscitadas pelo anterior executivo municipal.

Após várias reuniões na Infraestruturas de Portugal, contou, a edilidade aceitou suportar 15% do encargo de uma empreitada com um custo estimado de 8,5 milhões de euros e também as despesas relativas à expropriação dos terrenos.

Falando à margem da apresentação de uma nova plataforma digital da Associação Empresarial de Portugal (AEP), que hoje se realizou naquele concelho, o presidente da câmara referiu que, globalmente, o custo estimado da futura variante para o município será de 2,5 milhões de euros.

Apesar desse valor elevado, Nuno Fonseca disse justificar-se o esforço financeiro da câmara municipal, devido às vantagens da nova acessibilidade que vai permitir ligar uma das mais importantes zonas industriais do concelho à A11, junto à rotunda da “Casa do Diabo”.

Segundo autarca, o Governo lançou concurso, há cerca de 15 dias, para a execução do projeto da empreitada.

O presidente da câmara informou que “nos próximos dias” o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, deslocar-se-á a Felgueiras para apresentar a obra, no local onde aquela vai terminar.

Questionado sobre se a presença do ministro no concelho poderá significar que o processo é agora irreversível, após tantos anos de espera, o autarca respondeu: “É nesse sentido que as pessoas estão a trabalhar e faremos tudo para que isso seja uma realidade, porque é uma obra que faz muita falta”.

Aquela obra integra o Programa de Valorização das Áreas Empresariais lançado pelo Governo em fevereiro de 2017, com uma dotação global na área das acessibilidades, de 102 milhões de euros, para 12 ligações rodoviárias, com o objetivo de “reforçar a competitividade das empresas, potenciar a criação de emprego e aumentar as exportações”.

APM.

Lusa/fim