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Carla Carvalho não esclarece se vai manter-se na Assembleia Municipal

A líder concelhia do CDS-PP Carla Carvalho disse ao Expresso de Felgueiras que não vai “alimentar polémicas” na questão da eventual incompatibilidade do cargo técnico que exerce na autarquia e o lugar de deputada municipal.

Questionada sobre a possibilidade a abandonar a funções de eleita municipal, a líder centrista recusou-se a responder.

Na última Assembleia Municipal de Felgueiras houve deputados que questionaram se Carla Carvalho ia manter o cargo, alegando incompatibilidade com o lugar de chefia que exerce atualmente no departamento técnico da edilidade, para o qual foi nomeada pelo novo executivo de Nuno Fonseca.

A deputada municipal, eleita nas eleições autárquicas de outubro de 2017 pela coligação “Novo Rumo”, liderada pelo CDS-PP, faltou à referida reunião e foi substituída pelo número dois da lista, Eduardo Teixeira.

Na sessão, o antigo vereador e deputado do PSD afirmou não saber se iria ou não continuar a exercer aquelas funções na AM, o que dependerá da continuidade ou não de Carla Carvalho, uma vez que o “Novo Rumo” apenas elegeu um representante para a assembleia municipal.

Eduardo Teixeira só poderá manter-se no cargo se Carla Carvalho suspender, por um determinado período , as funções de deputada municipal ou se a deputada renunciar ao mandato.

 

PSD considera que “ética e politicamente a manutenção dos dois cargos parece muito delicada”

Contacto pelo Expresso de Felgueiras, Leonel Costa, líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal, considerou que “ética e politicamente a manutenção dos dois cargos parece muito delicada”.

O deputado manifestou ainda “estranheza” por não ter sido apresentada uma renúncia ao mandato por parte de Carla Carvalho

“Parece-me que o estatuto do pessoal dirigente, com a nomeação de Carla Carvalho, a obriga à renúncia do cargo de deputada municipal”, defendeu.

Leonel Costa saudou a “incansável entrega” de Carla Carvalho e disse estar “pessoalmente feliz pela nomeação e reconhecimento das valias”.

Apesar disso, o líder da bancada do PSD entende que, “daqui para a frente, ficarão melindradas as tomadas de posição, porque não é uma mera deputada, é líder de bancada, funções às quais acresce ser presidente do CDS Felgueiras e vice-presidente da distrital”.

O deputado social-democrata sugere que “a nomeação, sem a renúncia, põe em causa as anteriores tomadas de posição de Carla Carvalho, as quais foram sempre em defesa deste executivo, como no caso do PDM e do orçamento”.

 

PS diz que se trata de uma “falsa questão”

Marco Silva, líder da bancada do Partido Socialista, disse ao Expresso de Felgueiras que a acumulação dos cargos de Carla Carvalho “está dentro da lei” e por isso as dúvidas levantadas pelo PSD são “uma falsa questão”.

“A acumulação de cargos ocupados pela engenheira Carla Carvalho está dentro da lei. Se não estivesse seríamos os primeiros a tomar medidas”, reforçou.

Ao Expresso de Felgueiras, o deputado socialista frisou ainda que a bancada do CDS-PP na Assembleia Municipal “não tem grandes efeitos na votação final”, referindo que “a decisão de renunciar ou não ao cargo caberá apenas a Carla Carvalho”.

Por outro lado, Marco Silva destacou que a nomeação de Carla Silva tem outro significado: “Este executivo não olha para as cores partidárias quando tem de reconhecer as competências e dedicação de um funcionário. Fá-lo pelo seu valor”.

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