Cristina Moreira promete IC35 como prioridade no mandato de deputada

A lousadense Cristina Moreira, que integra em sexto lugar a lista de candidatos do PS, pelo distrito do Porto, às eleições legislativas, disse pretender assumir a construção do IC35 como uma das suas prioridades como deputada na Assembleia da República.

A candidata, de 53 anos, assumiu que a construção daquela infraestrutura rodoviária, ligando Penafiel a Entre-os-Rios, que é reclamada há décadas sobretudo pelos municípios de Penafiel, Castelo de Paiva, Marco de Canaveses e Cinfães, é uma questão de justiça.

“É muito injusto não haver IC35”, asseverou.

Para Cristiana Moreira as dificuldades de mobilidade naquela zona do Tâmega e Sousa explicam em parte alguns indicadores económicos menos positivos que ainda se observa, com impacto na coesão territorial.

Falando em conferência de imprensa, na sede da concelhia de Lousada acompanhada do dirigente socialista local, José Santalha, a candidata indicou também a construção da linha ferroviária do Vale do Sousa (entre Valongo e Felgueiras) como um projeto ao qual dará atenção recobrada como deputada, procurando, acentuou, atrair ao território os decisores políticos, nomeadamente governantes, para que percebam a importância económica e social daquela acessibilidade e o quanto é essencial para o seu desenvolvimento.

“É preciso trazer as pessoas certas ao local para verem as dificuldades”, sinalizou.

 

ESPÍRITO DE MISSÃO

 

Sempre bem-disposta, Cristina Moreira lembrou que os deputados não têm capacidade executiva, mas podem exercer influência junto do seu grupo parlamentar e do Governo para que se avance naquele projeto, para o qual, recorde-se, o atual mandou realizar um estudo de viabilidade.

“Pretendo trabalhar muito e fazer notar a região no parlamento”, comentou, dizendo encarar o novo cargo com o “espírito de missão”.

Cristina Moreira candidata a deputada conferência de imprensa5

Evidenciou, também, que nunca o PS teve tantos nomes do Tâmega e Sousa na sua lista de candidatos a deputados em lugar elegível, admitindo que o PS pode ficar com sete lugares do parlamento oriundos dos concelhos deste território.

 

SUSPENSÃO DE MANDATO DE VEREADORA

 

Aos jornalistas avançou, por outro lado, que decidiu suspender o seu mandato de vereadora na Câmara de Lousada, para poder exercer o cargo de deputada.

Dizendo-se honrada por ter sido escolhida pelo partido para integrar a lista de candidatos, lembrou os 14 anos do seu percurso político na autarquia de Lousada e que esse trabalho foi reconhecido pelo PS.

Antecipando as novas funções, previu que não se vai sentir mal no cargo de deputada, sobretudo porque se propõe trabalhar nas questões que mais gosta, nomeadamente os assuntos ligados ao combate à pobreza, à mobilidade e ao emprego.

 

CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA CÂMARA “NÃO ESTÁ EM CIMA DA MESA”

 

Questionada sobre uma eventual futura candidatura à presidência da câmara, disse não ser “algo que esteja em cima da mesa”, deixando, contudo, a ideia de que “tudo na vida pode acontecer”.

Disse também ter a convicção de que os seus pelouros na câmara ficarão bem entregues aos colegas do executivo e que “o trabalho vai continuar”.

A terminar deixou a promessa de que, como deputada, trabalhará também para proporcionar às pessoas de Lousada a possibilidade de viajarem até Lisboa para conhecerem a Assembleia da República.