ELEIÇÕES: Felgueirense António Faria fala da sua candidatura ao Parlamento pelo PS

EXPRESSO DE FELGUEIRAS (EF) – A sua indicação para candidato a deputado constituiu para muitos uma surpresa. Conte-nos como aconteceu e se isso fazia parte dos seus planos políticos no passado recente?

ANTÓNIO FARIA (AF) – Até para mim foi uma surpresa. Tudo aconteceu de uma forma muito simples. O meu nome foi sugerido em reunião de Secretariado do PS Felgueiras e terá sido aceite pela maioria dos seus membros. Se estava nos meus planos políticos? Não esteva. Eu estou, neste momento, ligado à política e, assim sendo, tenho que estar disponível para servir a causa pública, logo não poderia recusar um convite do meu partido e que muito me orgulha.

 

EF – Fala-se que o anterior líder do PS, Miguel Faria, não terá gostado da forma como a concelhia escolheu o candidato e que terá sido isso que motivou a sua demissão do cargo. Passadas algumas semanas, como é que o António Faria, que foi o escolhido, olha para a demissão de Miguel Faria e para o atual momento do PS em Felgueiras?

AF – Sobre questões pessoais acho que não me devo pronunciar. Falei com o Miguel Faria na altura para tentar perceber se era alguma questão relacionada com a minha indicação. O próprio indicou questões pessoais para a sua tomada de posição. Nesse sentido, acho que este é um não assunto. Sobre o Partido Socialista em Felgueiras, devo dizer que sou seu militante. Aliás, fui presidente da Juventude Socialista local, tendo sido dirigente distrital e nacional da mesma estrutura. O PS é um partido com o qual me identifico desde sempre e ao qual me orgulho de pertencer. Apoia e é parceiro da Coligação Sim Acredita na Câmara Municipal e acho que tem que estar satisfeito com o excelente trabalho que o Executivo Municipal está a fazer.

 

EF – Se for eleito, terá que abandonar o cargo de chefe de gabinete do presidente da câmara, uma tarefa em que se empenhou nos últimos dois anos. Como encara agora a possibilidade de deixar esse trabalho, a meio do mandato?

AF: Naturalmente que se for chamado a assumir as funções de deputado terei que abdicar das funções que orgulhosamente assumi durante estes quase dois anos. O que é uma situação natural, pois as duas funções não são compatíveis. Como compreenderá, esta situação foi abordada com o senhor presidente antes de qualquer resposta de aceitação da minha parte. Surgindo essa possibilidade, encararei essa situação com a satisfação de ter feito o que melhor sabia e de saber que o presidente escolherá para o meu lugar alguém que faça o papel de chefe de gabinete tão bem ou melhor que eu. O presidente tem essa visão política.

 

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EF – Não receia que, atendendo à reconhecida proximidade política e até pessoal com o presidente da câmara, a sua saída possa constituir uma dificuldade acrescida para Nuno Fonseca, no que resta de mandato autárquico?

AF: Claro que não. Se, por algum momento, sentisse isso nunca aceitaria este desafio. O nosso presidente tem uma ideia bem vincada daquilo que quer para o nosso concelho. Para além disso, neste seu projeto só uma pessoa é insubstituível. Essa pessoa é o presidente Nuno Fonseca.

 

EF – O lugar na lista de candidatos a deputados que lhe foi atribuído correspondeu às suas expetativas?

AF: Em primeiro lugar, devo dizer que é um orgulho enorme como militante do partido que sou fazer parte desta equipa. Esta lista tem uma qualidade enorme. A nossa região do Tâmega e Sousa, para lhe dar uma ideia, nos primeiros 30 lugares tem seis pessoas. Naturalmente que todos pretendíamos melhor e que não será fácil a elaboração de uma lista destas. Foi o possível, é neste lugar que estou e é com este lugar que espero ser eleito para defender os interesses dos felgueirenses na Assembleia da República.

 

EF – Face ao seu lugar na lista, é provável que venha a ser eleito para o Parlamento. Presumo que acredita nessa possibilidade?

AF – Claro que acredito. Aliás, desde 2017 que a palavra acreditar faz parte da minha vida.

 

EF – Em caso de eleição, como encara a ida para Lisboa, sabendo-se que é uma pessoa que valoriza a família e está muito ligado aos seus hábitos e costumes felgueirenses?

AF – Como deve compreender, uma decisão destas tem que ser bem ponderada e conversada com a família. Foi isso que fiz. A minha esposa e o meu filho sempre apoiaram o meu envolvimento na vida política e, desta vez, não foi exceção, sobretudo depois do episódio que me aconteceu em 2017. A família para mim é e será sempre muito importante. Não será fácil, mas é um desafio que, caso venha a ser eleito, irei abraçar, nunca esquecendo aquelas que são as minhas origens. Quanto aos hábitos e costumes, estarão sempre presentes, pois não pretendo deixar de estar todos os fins de semana naquela que é a minha terra, Felgueiras.

 

EF – Em relação ao que se propõe fazer como deputado, que ideias gostava de deixar aos eleitores, em especial aos que votam em Felgueiras e nos demais concelhos do Tâmega e Sousa?

AF: Aquilo que poderei garantir é que, caso seja eleito, defenderei sempre os interesses de Felgueiras e da região do Tâmega e Sousa. Estarei sempre disponível para trabalhar em conjunto com os municípios, levando para a assembleia as suas preocupações e ambições.

 

EF – No caso concreto dos interesses de Felgueiras, que matérias gostava que tivessem um avanço significativo na próxima legislatura, com o seu contributo como deputado?

AF: Felgueiras necessita de muitas infraestruturas no concelho. Há várias coisas que gostava de ajudar a trazer para Felgueiras e assim ajudar o nosso presidente a concretizar o seu projeto. Temos a variante a Cabeça de Porca, o Tribunal de Felgueiras, lutar pela linha do Vale do Sousa, entre outros assuntos que são muito importantes para que o nosso concelho recupere o tempo perdido nos últimos anos.

 

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EF – Sei que tem participado ativamente em ações de campanha no distrito. Como tem sido essa experiência e qual tem sido a recetividade da população às mensagens do PS?

AF – Assumindo como assumi o lugar de candidato a deputado nas listas do Partido Socialista no distrito do Porto, tenho a obrigação e o dever de participar ativamente na campanha eleitoral. A experiência tem sido fantástica e enriquecedora. A recetividade das pessoas tem sido de reconhecimento que o país melhorou muito nos últimos quatro anos. Pedem que o Partido Socialista continue a melhorar a qualidade de vida dos portugueses.

 

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EF – Já fez campanha em Felgueiras, nomeadamente com visitas às feiras da Lixa e da sede do concelho. Gostou de interagir com os seus conterrâneos, agora como candidato a deputado?

AF – Tenho feito campanha um pouco por todo o lado no distrito do Porto. Felgueiras não foi uma exceção. Gosto muito de interagir com os meus conterrâneos. Aliás, sempre gostei. Sendo ou não candidato a deputado, a minha ligação com os felgueirenses será sempre positiva. Tenho sido muito bem recebido e acarinhado por todos, sem exceção. Estarei sempre ao lado deles pela defesa dos interesses da nossa região.