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Equipa cinotécnica dos Bombeiros de Amarante treina para ser reativada no verão

Os Bombeiros de Amarante estão a reativar a equipa cinotécnica, composta por cinco bombeiros voluntários e cinco animais, que têm capacidade para realizar buscas de pessoas em edifício colapsados, perdidos em grandes áreas e cadáveres.

Constituída em 2007, a equipa foi fundada por um grupo de bombeiros, dos quais ainda se mantém José Ribeiro, que hoje ensina a arte aos mais novos.

Carlos Macieira, Ivone Pinheiro, Carlos Moreira e José Fonseca completam a equipa humana e, Benji, Batedor, Low, Nuka e Blade, a equipa de cães.

 

Equipa cinotécnica de Amarante 4

 

Inativa devido à falta de efetivos, dado tratar-se de um trabalho voluntário, a equipa encontra agora novos motivos para voltar ao ativo.

Jovens e com espírito de ajudar os outros, os novos membros da equipa formam parelha com os animais e têm vindo a realizar treinos constantes que deverão resultar no regresso ao terreno em meados do verão.

Rui Ribeiro, comandante dos Bombeiros de Amarante, mostra com orgulho a equipa, que a associação humanitária mantém, mas reclama a falta de formação certificada em Portugal.

“Andamos em busca de formação certificada, que não existe em Portugal, mas com os treinos efetuados a equipa irá ficar pronta em breve para ser efetivada no CDOS”, disse.

 

Equipa cinotécnica de Amarante 2

 

A equipa representa uma despesa extra para a associação, mas é algo desvalorizado pelo comandante, que vinca: “Basta encontrar uma vítima e todo o investimento está pago, nada paga esse trabalho”.

Num edifício contíguo ao quartel está o canil, com cinco celas separadas para os animais, e uma sala para os binómios.

Ivone Pinheiro é o membro mais novo da equipa e é em casa que tem a cadela lavrador que a acompanha na equipa.

Integrou os Bombeiros de Amarante e reconhece que fazer parte da equipa “é um trabalho diferente, que tem de ser feito por alguém que goste e trate bem os animais”.

Cabe a Carlos Macieira a responsabilidade da equipa que, segundo ele, “requer um treino de muito tempo, onde é preciso ganhar a empatia dos animais. Um treino contínuo, que demora cerca de um ano para colocar o cão apto”.

Depois de estar de volta ao terreno, a equipa cinotécnica dos Bombeiros de Amarante poderá ser chamada para qualquer concelho da região do Tâmega e Sousa, dado que é a única naquele território.

“Temos algumas intervenções do passado como Baião e Lousada. Uma das últimas foi em Vila Meã, com um senhor desaparecido e os cães encontraram quase de imediato o homem”, contou Rui Ribeiro.

De acordo com o comandante, o trabalho desenvolvido pela equipa “é exigente em termos físicos e é necessário perceber os sinais que o animal dá ao bombeiro”.

“Há um conjunto de pormenores na busca que os animais e o bombeiro precisam ter para todo correr bem”, explicou, rematando: “Todo este processo requer gosto e requer continuidade”.

 

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