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Escola Secundária de Felgueiras substituiu toque da campainha por música

Em Felgueiras há uma escola diferente, onde o toque da campainha que marca o início e o fim das aulas foi substituído por música e as paredes do hall de entrada transformaram-se numa galeria para exposições temporárias.

E, todas as sextas-feiras, o estabelecimento de ensino proporciona à comunidade, de forma gratuita, espetáculos que vão da música ao teatro, sem esquecer a poesia e conferências que contam com a participação de antigos alunos.

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A direção da Escola Secundária de Felgueiras refere que o objetivo de todos estes projetos passa por tornar a aprendizagem mais interessante para os estudantes e motivar os professores. E ainda envolver a população no processo educativo dos jovens do concelho.

A ideia não é nova e até já foi implementada no antigo edifício que acolheu a Escola Secundária de Felgueiras.

“Foi há 15 anos que isto aconteceu. Eu não gostava dos dois toques da campainha e decidi alterar”, explica Emílio Esteves, subdiretor da Secundária de Felgueiras.

O mesmo responsável recorda que, nessa altura, foi comprada uma aparelhagem e instaladas algumas colunas, mas manteve-se a campainha.

“Reduzimos o tempo de toque, que se ouvia ao mesmo tempo que a música. Era um aluno, previamente escolhido, que ia a correr carregar no play da aparelhagem para que a música começasse. No final do intervalo era o mesmo aluno que desligava a música”, descreve.

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A ideia foi prontamente bem recebida pelos jovens.

“A música que se ouve nos intervalos é um motivo para conversarmos e para trocarmos experiências musicais. É muito agradável”, defende David Neves, de 17 anos e a frequentar o 12º ano.

“Este projeto permite-nos conhecer músicas novas e alterar a rotina. A galeria de arte também é uma mais-valia para todos”, concorda a colega Mariana Costa.

Porém, nem todos os professores gostaram da música saída das colunas. “Não foi fácil convencer alguns colegas. Diziam que se perdiam no tempo sem o toque da campainha”, salienta Emílio Esteves. Aquele obstáculo não foi suficiente, porém, para impedir a direção da escola de, dois anos depois, comprar um relógio para que a música disparasse automaticamente em cada intervalo.

“Aí eliminámos a campainha de vez”, refere o mentor do projeto.

Em 2012, um investimento de 16 milhões de euros da Parque Escolar permitiu construir uma Escola Secundária de última geração, com espaços amplos, corredores largos, salas de aula espaçosas e ainda diversos espaços polivalentes.

As obras também permitiram que o projeto da rádio-escola, iniciado anos antes, ganhasse mais e melhores condições com a construção de um estúdio.

A direção do estabelecimento de ensino empenhou-se na compra de um sistema de som de qualidade superior, que possibilita que a música que anima os intervalos dispare automaticamente à hora certa e com os temas escolhidos pelos alunos.

E se na maioria dos dias é o gosto musical dos que integram a radio-escola a definir a ‘playlist’, sempre sujeita à aprovação da direção, noutros é a agenda mediática a condicionar o som ambiente. Em abril, por exemplo, estão garantidas as músicas de intervenção e se um músico ganha o Prémio Nobel da Literatura é certo que a voz escutada é a de Bob Dylan.

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