Escolhas!…

Agora que estão resolvidas as eleições nacionais – Legislativas e Presidenciais -, as estruturas partidárias, sobretudo as descentralizadas (distritais e concelhias) têm que iniciar o caminho rumo às autárquicas! E este caminho inicia-se coincidentemente na segunda parte do atual mandato autárquico, tempo adequado e necessário para despoletar as escolhas e o processo de lançamento! Claro que no entretanto, alguns partidos ainda têm questões de estrutura para resolver, como é por exemplo o caso do CDS-PP com a eleição do novo Presidente do partido (Cristas sucederá a Portas) e das estruturas federativas do Partido Socialista.

No caso da Federação do Porto do Partido Socialista, a renúncia de recandidatura de José Luís Carneiro (agora membro do elenco governativo como Secretário de Estado das Comunidades), e a provável existência de uma candidatura única liderada por Manuel Pizarro (até agora “contestatário assumido da liderança de JLC) leva a que novas ideias e novos alinhamentos possam surgir, numa estrutura que além de outras deve ter como uma das principais missões conduzir o PS a um resultado muito positivo nas autárquicas no Distrito do Porto. Um resultado positivo é ganhar as eleições no Distrito. E ganhar passa inevitavelmente por ter a presidência da maioria das Câmaras do Distrito, o que implica a necessidade de vencer em concelhos onde não tem sido ultimamente feliz, seja por demérito do PS ou mérito do atual Poder. Ou até pelas duas coisas como será mais lógico e justo! Existiram em muitos concelhos fatores endógenos e fatores exógenos… E em Felgueiras isso não foi diferente!

No Partido Socialista, depois do processo “Diretas Costa-Seguro”, muito se falou que a escolha dos candidatos aos órgãos autárquicos – principalmente à Presidência de Câmara -, seria feita através de eleições primários entre os potenciais candidatos. No entanto, em reunião da Comissão Nacional do PS do início do mês de janeiro/2016, essa possibilidade foi afastada, uma vez que o regulamento consagra que cabe às Concelhias (Comissão Política Concelhia) a escolha dos candidatos aos órgãos autárquicos, afastando a obrigatoriedade da realização de eleições primárias internas para a escolha do candidato à presidência da autarquia. Esta decisão tem impacto político em muitos concelhos, sendo um deles aparentemente Felgueiras, face às pretensões que aparentemente uma fação mais ou menos conhecida alimenta/alimentava de realização de primárias para tentativa de legitimação de uma putativa candidatura! Resta é saber, quem além deste seriam os outros possíveis candidatos predispostos a figurar num pelos vistos aparentemente impossível boletim eleitoral, seja por interesse em assumir uma candidatura, seja por participar num processo desta natureza, que como se viu a nível nacional deixa marcas divisionistas e divisionárias importantes no curto-prazo, o que atendendo ao contexto em que se afigura uma recandidatura natural de Inácio Ribeiro (para o seu terceiro e último mandato) e ao tempo que medeia este momento e a realização das autárquicas este é claramente um handicap para a união e criação de um ambiente mobilizador do partido e de todos os seus militantes em torno de uma candidatura com potencial vencedor!

Militantes, que devem ter sempre em perspectiva os exemplos recentes de candidaturas divisionistas no mesmo espaço ideológico e partidário, nomeadamente no que se traduziu em resultados, e assumir que a divisão não é benéfica, e que fraturas e clivagens internas conduzem inevitavelmente a maus resultados, que certamente não interessam aos militantes e apoiantes do Partido Socialista, a todos os que defendem uma nova política para Felgueiras, liderada pelo PS, em favor dos felgueirenses!