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Autarca de Fafe critica “pressa” do primeiro-ministro no processo do hospital (C/ÁUDIO)

O presidente da Câmara de Fafe, Raul Cunha (PS), criticou hoje a “pressa” do primeiro-ministro, por ter anunciado, na quinta-feira, que o hospital de Fafe será “em breve” entregue à Misericórdia local.

“Vemos com alguma preocupação o anúncio do senhor primeiro-ministro, sobretudo porque sabemos que as negociações não estão ainda encerradas”, comentou o autarca, em declarações à agência Lusa.

Pedro Passos Coelho anunciou em Évora, na sessão de abertura do XI Congresso Nacional das Misericórdias, que o acordo entre o Governo e as misericórdias para a devolução da gestão de hospitais “está praticamente fechado”, faltando concluir alguns pormenores nos contratos das unidades de Fafe, Anadia e Serpa.

“É vontade expressa do Governo que se conclua este processo num prazo muito breve”, afirmou o primeiro-ministro.

O presidente da Câmara de Fafe disse hoje à Lusa reagir “com perplexidade” à declaração do chefe do executivo, recordando que, em fevereiro, esteve reunido, no Porto, com o secretário de Estado da Saúde, Manuel Teixeira, tendo então sido assumido que nada seria feito sem que a câmara fosse ouvida previamente.

“Presumimos que a conversa que tivemos não se alterou”, sublinhou hoje presidente do município, acrescentando esperar que “o Governo cumpra a sua palavra e não esteja a governar de costas para as pessoas”.

Raul Cunha admitiu estar preocupado com a situação, mas insistiu que a promessa do secretário de Estado ia no sentido de o hospital se manter no Serviço Nacional de Saúde (SNS), embora gerido por um privado, neste caso a Misericórdia de Fafe, num modelo próximo do que acontece com Braga.

O autarca acrescentou que, de acordo com o secretário de Estado, não se prevê que para Fafe seja replicado o modelo do vizinho hospital de Felgueiras, também propriedade da misericórdia daquela cidade. Aquela unidade de saúde não pertence à rede pública do SNS, apesar de prestar cuidados, de diferentes valências, ao abrigo de convenções celebradas com o Estado.

Raul Cunha insistiu que “faz toda a diferença” a promessa de o hospital de Fafe – atualmente, com Guimarães, integrado no Centro Hospitalar do Alto Ave – continuar no SNS, “até na situação dos direitos dos trabalhadores”.

Esse estatuto, observou o presidente da câmara baseado na promessa do secretário de Estado, “não iria reduzir qualidade do serviço prestado, para além de a gestão ter ganhos de escala e poupanças de 25%”.

 

APM // JGJ

Lusa/fim

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