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Fafe estuda programa para ajudar trabalhadores de empresa com salários em atraso

O presidente da Câmara de Fafe admitiu hoje a criação de um programa específico para apoiar as famílias dos funcionários da empresa Valindo com salários em atraso e que hoje se manifestaram naquela cidade.

“Se for necessário, criamos um programa específico para reforçar o apoio a estas famílias”, afirmou o socialista Raul Cunha, em declarações aos jornalistas.

O autarca recebeu hoje, nos Paços do Concelho, representantes dos cerca de 180 trabalhadores da Valindo que se encontram em greve desde o dia 27 de dezembro, à porta da empresa.

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Na reunião, participou o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, que hoje se associou a uma marcha de protesto nas ruas da cidade e que terminou junto à Câmara.

Raul Cunha recebeu os trabalhadores à porta dos Paços de Concelho, onde prestou declarações aos jornalistas sobre a situação da empresa.

Dizendo-se muito preocupado por haver salários em atraso, o presidente do Município adiantou que os serviços sociais já estão no terreno a falar com as famílias dos trabalhadores e a identificar as suas necessidades.

O fundo de emergência do município poderá ser ativado, garantindo apoios sociais, nomeadamente no pagamento de despesas com água, eletricidade medicamentos e transportes, entre outras.

“São ajudas que têm de ser ativadas para ajudar as pessoas”, frisou o presidente da Câmara.

No plano político, sinalizou, foi pedida uma audiência ao ministro da Economia para tratar o problema da Valindo. Raul Cunha esclareceu que é sua intenção contar na reunião com a presença de representantes dos trabalhadores e do sindicato do setor têxtil.

Aos jornalistas, disse esperar que o Governo possa ajudar “numa clarificação deste problema”, recordando que a empresa Valindo está a ser gerida por um fundo público.

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Por seu turno, o secretário-geral da CGTP prometeu aos trabalhadores que vai pedir ao Ministério da Economia “uma solução” para o processo.

“Vamos solicitar uma reunião, com caráter de urgência, ao Ministério da Economia, para se procurar encontrar uma solução tão rápida quanto possível para ultrapassar este problema”, afirmou o dirigente sindical.

Os trabalhadores da empresa alegam não ter recebido o subsídio de Natal e o vencimento de dezembro.

Nos últimos dias, foi pago meio salário de novembro que estava em atraso e tinha sido um dos pressupostos para a greve.

 

APM // JGJ

Lusa/Fim

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