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FAFE: líder da oposição vai assumir pelouros a tempo inteiro na Câmara

O líder da oposição que resultou das eleições autárquicas de 2013 em Fafe, o vereador Parcídio Summavielle, vai assumir funções, a tempo inteiro, por proposta do presidente da Câmara, foi hoje anunciado em reunião do executivo.

“Percebemos que a autarquia ficou, de uma forma repentina e súbita, amputada de dois vereadores e há necessidade de equilibrar e redistribuir o trabalho e manter a autarquia em funcionamento normal”, justificou o presidente da Câmara, Raul Cunha (PS).

Em declarações aos jornalistas no final da reunião, o chefe do executivo enalteceu a disponibilidade do até hoje líder da oposição para “contribuir para a governabilidade da autarquia”.

O anúncio da assunção de pelouros por parte de Parcídio Summavielle é mais um desenvolvimento do atribulado processo pré-eleitoral em Fafe.

Nas autárquicas de 2013, o PS ganhou por escassa margem (15 votos) face aos Independentes por Fafe (IPF) liderados por Parcídio Summavielle. O PS conquistou quatro assentos, os IPF três e o PSD dois. Face à inexistência de maioria absoluta, os socialistas liderados por Raul Cunha acordaram com o PSD uma solução de governação, atribuindo pelouros aos dois vereadores social-democratas. Os primeiros meses de mandato foram crispados entre as duas forças mais votadas (PS e IPF).

Recentemente, o presidente da Câmara anunciou que fizera um acordo com os IPF com vista às próximas eleições autárquicas, que previa Parcídio Summavielle como número dois na lista do PS.

Face àquele anúncio, os dois vereadores do PSD renunciaram aos seus pelouros, alegando que o PS já não precisava do apoio social-democrata no executivo, pois celebrara um acordo com os independentes que garantia a governabilidade.

De permeio, mantém-se o conflito entre os órgãos do PS de Fafe, liderados pelo anterior presidente da Câmara José Ribeiro, que não querem a recandidatura de Raul Cunha, e a direção nacional que avocou o processo e impôs a recandidatura do atual chefe do executivo.

Na reunião de hoje do executivo, o presidente da Câmara não indicou quais os pelouros que vão ser confiados a Summavielle, alegando que vai primeiro discutir a matéria com os seus colegas na edilidade.

No final, o vereador e líder dos IPF comentou aos jornalistas a sua assunção de pelouros, frisando “não se poder esconder” face ao que se passou nos últimos meses.

“Seguramente não me poderia esconder. É uma questão que está em cima da mesa já há um par de meses. Eu reconheço que, neste momento, não é fácil ao senhor presidente gerir a câmara, porque perdeu dois vereadores e, portanto, não poderia deixar de dar o meu contributo”, comentou.

O até agora líder da oposição no executivo assinalou o “espírito extraordinário de cooperação entre as três forças presentes” neste mandato, declarando nunca ter esperado que o PSD deixasse os pelouros que detinha na gestão municipal.

Sobre o trabalho que o espera a poucos meses das eleições, afirmou estar “disponível” para o ajudar em tudo aquilo que estiver ao seu alcance.

“Espero estar à altura”, declarou, prometendo dar continuidade ao trabalho que os dois vereadores do PSD, que elogiou, estavam a desenvolver.

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