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FAFE: “Terra Justa” homenageia rede que combate tráfico e escravatura sexual

A terceira edição do evento “Terra Justa”, que arranca hoje em Fafe, vai homenagear a organização católica ‘Talitha Kum’, que opera em 70 países para salvar crianças e mulheres do tráfico e escravatura sexual.

“A rede tem trabalhado também de forma infiltrada para salvar crianças e mulheres vendidas para escravatura sexual”, assinala hoje a organização do “Terra Justa – Encontro Internacional de Causas e Valores da Humanidade”.

Em 2015, estimava-se que, durante mais de 10 anos, cerca de 1.500 religiosas e outros elementos da rede trabalharam de forma infiltrada vários países para salvar jovens e mulheres vendidas para o tráfico.

Num comunicado, acrescenta-se que a rede se integra na União Internacional das Superioras Gerais e “promove, no terreno, a denúncia ao tráfico, realizando ações preventivas de sensibilização, proteção e assistência.”

Talitha Kum

A Talitha Kum conta também “com centenas de voluntários, promovendo o trabalho em rede entre as pessoas consagradas e outras organizações sociais, líderes religiosos e políticos a nível nacional e internacional”.

Aquela organização religiosa estará representada em Fafe, no sábado, por Carmen Elisa Bandeo, de nacionalidade argentina.

No encontro, indica a organização, analisar-se-á o contexto em que “mais de 70% dos escravos em todo o mundo são mulheres e mais de metade têm menos de 16 anos, que são exploradas para fins sexuais”.

Em 2015, calculava-se que durante mais de 10 anos, 1.110 freiras e elementos da rede trabalharam de forma infiltrada em oito países para salvar jovens e mulheres vendidas para o tráfico.

A terceira edição do “Terra Justa vai decorrer até sábado, em Fafe, e terá como tema as crianças e o tráfico de seres humanos.

Segundo a organização, vão participar no evento dezenas de convidados nacionais e estrangeiros, incluindo representantes de organizações não governamentais, como tem ocorrido desde a primeira edição (2015).

No centro do debate e reflexão, estarão “questões que afetam milhões de crianças em todo o mundo, do tráfico, à fome, passando pelos campos de refugiados onde crescem milhares de crianças”, acrescenta a fonte.

Até sábado, além da “Talitha Kum”, a UNICEF, o Instituto Apoio à Criança e a Fundação Champalimaud também serão destacadas pelo Terra Justa com momentos que evidenciarão as respetivas atividades.

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