FELGUEIRAS: 27 cães em perigo de voltar à rua

 

Vinte e sete cães doentes ou feridos foram retirados da rua e acolhidos num canil dinamizado pelo Grupo de Amigos dos Animais de Felgueiras (GAAF).

Naquele espaço, situado num terreno cedido pelo proprietário, os animais são tratados e alimentados, mas poderão, em breve, voltar a ser abandonados.

Grupo de Amigos dos Animais de Felgueiras

Um empresário vizinho do canil apresentou uma queixa na GNR e no Ministério do Ambiente devido a uma praga de ratos com origem no abrigo e o dono do terreno já informou os responsáveis do GAAF que terão de retirar os cães do local.

Apesar de ter sido contemplados com 20 mil euros do orçamento participativo da Câmara de Felgueiras para a construção de um novo canil, o GAAF não tem, no imediato, onde colocar os animais.

 

Praga de ratos originou denúncia

 

O canil foi construído em 2013, num terreno situado na zona industrial de Sendim. O espaço foi cedido pelo proprietário e a construção do abrigo foi custeada pelos seis elementos do GAAF. São também estes, com a ajuda de alguns voluntários, que cuidam da higiene e pagam a alimentação e o tratamento médico dos 27 cães que retiraram da rua.

O trabalho do GAAF foi contemplado, no ano passado, com 20 mil euros do orçamento participativo da Câmara de Felgueiras, que também já se comprometeu com a cedência de um terreno para a construção de um novo canil. Porém, este projeto só poderá avançar quando o GAAF concluir o processo de constituição de associação.

Demasiado tempo, porque, recentemente, o GAAF foi informado que tem de retirar os animais do atual canil.

Grupo de Amigos dos Animais de Felgueiras 3

“O dono do terreno já nos tinha dito que ia precisar do local, mas não nos colocou qualquer prazo”, refere Eugénia Sampaio.

A dirigente do GAAF acrescenta que, no entanto, tudo se precipitou quando o dono de um armazém existente na mesma zona industrial se queixou às autoridades do abrigo.

“Diz que existem muitos ratos no canil e que estes roem os cabos de eletricidade do armazém”, conta.

A denúncia levou o dono do terreno onde está o canil a pedir que a retirada dos animais acontecesse o mais brevemente possível, deixando o GAAF sem qualquer alternativa.

“Abrir as portas e deixá-los ir está fora de questão. Vamos ter de arranjar uma forma de salvar estas vidas, mas ainda não sabemos como”, lamenta Eugénia Sampaio.

 

Roberto Bessa Moreira