Festa é festa… O resto é conversa!

Estes são os últimos dias de campanha, ou seja, os últimos dias para que os Partidos através dos seus espectáculos mediáticos consigam “convencer” os eleitores a escolherem os seus símbolos no boletim de voto! Confesso que já não tenho grande paciência para as campanhas eleitorais, uma vez que estas não servem para apresentar o programa eleitoral que pretendem cumprir na legislatura seguinte, mas sim para através de máquinas partidárias compostas por equipas altamente profissionalizadas e especializadas em marketing político fazerem sobressair os seus símbolos, as suas cores, os seus sound-bites! Pelo menos nos apelidados partidos do arco-do-poder, as ações de campanha, as visitas, os protagonistas, o conteúdo dos discursos, a plateia, tudo é planeado e sujeito a um guião para conseguir fazer a campanha maior e mais estridente (não necessariamente e quase nunca no conteúdo), produzindo a mensagem mais adequada ao momento, as imagens que reproduzidas nos jornais, nas televisões, nas redes sociais causarão maior impacto mediático! Aliás, é reconhecido que as pessoas mais indecisas e com menor confiança nas suas decisões e escolhas preferem estar ao lado de quem tem maior “pinta” de vencedor!

Mas, além de tudo isto, as campanhas são também o momento para “apreciarmos de cadeirão” o aparelho a “suar” para garantir o seu lugar na bancada da Assembleia da República: os que vão a todas, os que procuram as melhores fotos onde aparecem bem rodeados (sendo a foto com o “chefe” o seu Nirvana), os que partilham maiores atualizações nas redes sociais, e que hão-de ser premiados (ou pelo menos esperam-no) pela sua lealdade ao “clube” com lugares conquistados à custa de fidelidades e jogos políticos e não por competências pessoais, profissionais e intelectuais. Candidatos e posteriores deputados sem experiências sociais, académicas, técnicas e profissionais de relevo, ou seja sem Curriculum Vitae! São estes que ocuparão os lugares mais afastados da linha da frente, mas que são absolutamente essenciais para garantir a lealdade inquestionável e inquebrantável à boa moda de “Yes man”!

 

Ou seja são pessoas de ideologia e não de causas e convicções! 

 

E é por isto que sou um daqueles que questionam o número de deputados da Assembleia da República, atualmente de 230! Analisando, principalmente as bancadas mais representativas, encontramos dezenas de parlamentares sem qualquer competência para debaterem e legislarem sobre temas tão estruturantes e significativos para o país, com impacto num universo de milhões de pessoas, mas que tiveram/terão assento em Lisboa apenas pelos seus níveis de aparelhismo! E o mais grave é que este cenário se irá repetir… E então como é que pessoas impreparadas, deputados incapazes intelectual e tecnicamente decidem o seu voto durante a legislatura? Seguindo as indicações do ”chefe”, não questionando nem confrontado. Ou seja são pessoas de ideologia e não de causas e convicções! O que muito agrada a quem manda…

As listas do PS e do PSD integram, cada uma, um felgueirense como candidato a deputado à Assembleia da República: António Faria e Leonel Costa. Atendendo à posição que ocupam na lista nenhum deles conseguirá eleição direta, uma vez que António Faria fecha os 30 primeiros no lugar 29 e Leonel Costa é 17º. Para o candidato do PSD trata-se de uma tentativa de reeleição uma vez que na última legislatura esteve 10 meses no final de mandato onde demonstrou trabalho, tendo estado envolvido por exemplo na Comissão de Inquérito ao Furto de Tancos, e onde defendeu em alguns momentos obras públicas para o nosso concelho. Quanto a António Faria,  a sua indicação pela Comissão Política do PS/Felgueiras esteve envolvida em polémica (http://www.expressofelgueiras.com/a-mao-por-detras-do-arbusto/) e causou estranheza. O cenário ideal é que os dois venham a ocupar lugares como deputados na próxima legislatura e  tenham a oportunidade de serem capazes de intervir a favor do concelho de Felgueiras! Quanto a nós, deveremos exercer o nosso direito de voto, escolhendo e decidindo.