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Habemus candidato

A concelhia do Partido Socialista de Felgueiras aprovou, em reunião, o nome do líder do Primeiro MIC (Primeiro Movimento Independente de Cidadãos), Pedro Araújo, como candidato à câmara municipal de Felgueiras. Nada de surpreendente depois do anúncio do próprio movimento “independente” de que teria chegado a uma plataforma de entendimento com o PS e da posterior confirmação através de comunicado do partido. Depois de analisarem os resultados de 2013 e os vários cenários políticos incluindo alegados movimentos de “cidadãos descontentes”, preferiu o líder dos independentes associar-se a um partido político, em vez de manter a sua “independência”.

Pedro Araújo, apresentou a sua candidatura à câmara municipal pelo MIC defendendo um pensamento diferente dos partidos políticos tradicionais, argumentando que os eleitores cada vez menos se revêm nestes. Nem um ano passou e assume, presumo que sem outros elementos do MIC por aquilo que é do conhecimento público neste momento, a liderança da candidatura do PS, deixando órfãos todos aqueles que acreditaram num projeto independente. Por acaso estive na apresentação formal da candidatura de Pedro Araújo pelo MIC, a convite deste e em representação do PSD, e recordo as primeiras palavras do candidato. Foram de agradecimento para todos os partidos políticos que se fizeram representar, e que saberia tirar ilações daqueles que não estavam presentes. O único partido político que não se fez representar foi o PS, sabemos hoje a ilação retirada da ausência.

A acreditar no que já se escreve pelas redes sociais – que, confesso, cada vez são menos fonte de informação credível para o que quer que seja – as reações de muitos rostos ligados ao movimento independente são de profunda desilusão e descontentamento bem como daqueles que inicialmente até teriam visto o projeto com alguma curiosidade, estão agora completamente desapontados. Mas ainda falta muito tempo para as eleições e para além dos putativos candidatos a candidatos, não há certezas de nada. Muitas desilusões haverá pelo caminho, muitos dos que hoje dizem “defender o concelho” deixarão cair por terra o slogan logo que os seus interesses pessoais caiam por terra.

Felgueiras sofreu transformações profundas desde 2009 embora nem todas estejam à vista. Mas desde esse memorável ano, o PSD nunca mais perdeu umas eleições no concelho, sejam estas autárquicas – com um reforço enorme da vitória em 2013 – quer legislativas, europeias e presidenciais. É o reconhecimento de um trabalho que mudança, que leva o seu tempo depois de 34 anos de socialismo em Felgueiras, mas que sustentadamente se pretende fazer. E o que há para fazer, não se faz ou deixa de fazer conforme dá ou tira votos. Faz-se assim que esteja em condições para ser feito. Se estivesse a pensar no calendário eleitoral, não se tinham colocado os parquímetros a funcionar em ano de eleições. Mas era uma medida há muito tempo pedida pelos comerciantes, que está a funcionar, em que hoje se arranja estacionamento para tratar dos assuntos e sair, e quem tinha necessidade de deixar a viatura estacionada o dia todo, arranjou solução gratuita, andando um pouco mais a pé. A discussão criada artificialmente – pelo aproveitamento político – afinal, ficou resolvida. Como estes há muitos outros exemplos. Felizmente os felgueirenses sabem analisar as situações e, acima de tudo, os comportamentos ao longo dos anos dos intervenientes políticos. Saberão decidir quando para isso forem chamados. Mas como já referi… ainda falta muito tempo.

 

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