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Nuno Fonseca penitenciou-se por excessos na condução da reunião de câmara

O presidente da Câmara de Felgueiras, Nuno Fonseca, penitenciou-se por se ter excedido com o vereador do PSD Joaquim Ribeiro, admitindo algum exagero na forma como se dirigiu ao autarca da oposição.

“Lamento a forma como abordei a questão”, afirmou o chefe do executivo, logo no início da reunião realizada nesta quinta-feira.

Nuno Fonseca referia-se ao incidente que ocorreu na segunda reunião de abril do executivo camarário, na qual o vereador do PSD abandonou os trabalhos, depois de o presidente se ter recusado a esclarecer dúvidas suscitadas por Joaquim Ribeiro quando estavam a ser analisadas as contas do município, o que gerou uma acesa discussão entre ambos.

Esta quinta-feira, no momento em que se penitenciava em relação ao que ocorrera na anterior reunião e depois de apelar à colaboração da oposição, Nuno Fonseca referiu que, a partir daquele momento, só aceitava responder a uma ronda de perguntas da oposição, declaração que desencadeou, de imediato, os protestos veementes dos vereadores do PSD. Segundo os autarcas da oposição, com aquela atitude o presidente apenas pretendia “evitar a discussão” dos temas nas reuniões câmara.

 

JOAQUIM RIBEIRO ACUSA NUNO FONSECA DE “ATITUDE ANTIDEMOCRÁTICA”

 

O vereador João Sousa (PSD) lamentou que Nuno Fonseca trate a câmara e a assembleia municipal de formas diferentes, dando mais esclarecimentos aos deputados municipais do que aos vereadores da oposição, nomeadamente sobre as contas da autarquia. Para aquele eleito social-democrata, é normal e legítimo a oposição no executivo querer ser esclarecida, o que foi secundado por Joaquim Ribeiro, que acusou o presidente socialista de “atitude antidemocrática”.

Joaquim Ribeiro fez notar que os eleitos do PSD têm tanta legitimidade democrática quanto os eleitos pelo PS, lamentando que Nuno Fonseca esteja a revelar “falta de sensibilidade” para conduzir os trabalhos nas reuniões de câmara.

 

Vereador Joaquim Ribeiro CM Felgueiras
“Se me sentir coartado da minha liberdade de ação não voltarei a pôr aqui os pés”, avisou Joaquim Ribeiro, dirigindo-se a Nuno Fonseca

 

Joaquim Ribeiro referiu que chegou a ponderar demitir-se do cargo de vereador depois do que se tinha passado na anterior reunião e avisou Nuno Fonseca que renunciará ao mandato se voltar a ser mandado calar pelo chefe do executivo.

“Se me sentir coartado da minha liberdade de ação não voltarei a pôr aqui os pés”, avisou, em tom firme.

Ao longo de toda a reunião, foi patente o tom de crispação entre as duas bancadas na discussão de vários pontos. Houve até momentos em que o presidente mandou calar os vereadores da sua maioria, nomeadamente quando os eleitos do PS e do PSD esgrimiam argumentos sobre a alegada contratação de familiares para funções municipais por parte do atual executivo, matéria tratada em peça à parte no Expresso de Felgueiras.

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