Está em
Início > Economia > OE2019: AEP disse em Felgueiras que proposta não corresponde às necessidades das empresas

OE2019: AEP disse em Felgueiras que proposta não corresponde às necessidades das empresas

A Associação Empresarial de Portugal (AEP) considera que a proposta de Orçamento do Estado apresentada pelo Governo não responde às necessidades das empresas, disse hoje o vice-presidente Luís Miguel Ribeiro.

O dirigente destacou a ausência de medidas que ajudem as empresas, sobretudo as pequenas e as médias, a suportar os atuais “custos de contexto”, sobretudo os encargos com a energia, os quais, frisou, continuam a ser “muito elevados”.

“A grande preocupação que temos são os custos de energia nas nossas empresas, que são altíssimos e têm vindo aumentar, sobretudo com o Mercado Ibérico da Energia”, anotou.

Para o vice-presidente da AEP, esse é um fator que prejudica a competitividade das empresas nacionais, quando em concorrência à escala global.

 

A apresentação decorreu na Casa das Artes
A apresentação decorreu na Casa das Artes

 

Falando hoje, em Felgueiras, onde hoje foi apresentada uma nova plataforma digital da AEP com informação sobre as zonas empresariais do norte do país, Luís Miguel Ribeiro recordou que as pequenas e médias empresas deram um contributo muito grande na recuperação da economia portuguesa, exportando, investindo e criando emprego, e que, por isso, eram credoras de um sinal do Governo, “com estímulos, incentivos e estabilidade fiscal”.

“Esse contributo tem de continuar a ser acarinhado” assinalou.

Um alívio na carga fiscal sobre as empresas, que considera ser muito elevada, comparativamente com outros países, seria, segundo a AEP, outra medida com impacto positivo na competitividade da economia portuguesa.

Aquela associação empresarial defende, entretanto, que a proposta de Orçamento do Estado (OE) pode ainda ser melhorada, em sede de especialidade, na Assembleia da República, para corresponder melhor às necessidades das empresas.

O dirigente recorda que, apesar dos progressos da economia portuguesa nos últimos anos, nomeadamente ao nível do peso das exportações no produto interno bruto, o país continua a estar longe da média europeia.

“Precisamos de investir, são precisos estímulos às empresas e criar condições para que possamos atingir os 50% do PIB”, indicou, insistindo que Portugal “precisa de crescer mais que o resto da Europa para convergir com os outros países”.

Para isso acontecer, prosseguiu, são necessárias “políticas de incentivo aos empresários, ao investimento e à produção”, para que a economia do país “seja competitiva à escala global”.

 

Top