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Pão de Ló de Margaride poderá chegar a mercados como os Estados Unidos da América

A Associação Empresarial de Felgueiras (AEF) está a contactar universidades para juntos estudarem a possibilidade de enviar o Pão de Ló de Margaride, em frio, para países como os Estados Unidos da América.

A informação foi hoje avançada ao Expresso de Felgueiras, por Cláudio Ferreira, diretor-geral da associação.

O processo de certificação do Pão de Ló de Margaride está em andamento desde 2017, tendo recentemente conseguido a certificação de “Marca Coletiva”.

Ao Expresso de Felgueiras, o diretor confessou que o objetivo de promoção da marca tem “grandes horizontes” e, por isso, “estão a ser feitos contactos com universidades para juntos estudarem a possibilidade de enviar o produto frio, com mais validade, para vários países”.

 

Lusa
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“Numa segunda fase da certificação iremos tentar encontrar uma forma de conservação do produto frio, que não distorça as características do pão de ló e que permita aumentar o seu prazo de validade”, explicou Cláudio Ferreira.

O objetivo é fazer a exportação de forma conjunta com os produtores certificados, dado que “o investimento em câmaras frigoríficas é elevado e não dará apenas para um só produtor”, lembrou.

“Ainda demorará algum tempo e será necessário recorrer a uma nova candidatura, que ainda não abriu”, referiu o diretor.

Em andamento, está a certificação do Pão de Ló de Margaride que, depois da “Marca Coletiva”, aguarda a certificação de “Indicação Geográfica Protegia – IGP”.

 

INVESTIDOS 240 MIL EUROS PARA PROCESSO DE CERTIFICAÇÃO

Cláudio Ferreira contou ao Expresso de Felgueiras que todo o processo resulta de uma candidatura coletiva de certificação e promoção a nível internacional ao Norte 2020, no valor de 240 mil euros, financiada a 85%. O restante será suportado pela AEF.

“A candidatura foi importante”, vincou Cláudio Ferreira, acrescentando: “mas foi um clique para um objetivo já há muito pensado pela Associação Empresarial”.

O registo de “Marca Coletiva”, que conta atualmente com cinco produtores, vai impedir que outros produtores usem o nome Pão de Ló de Margaride para produtos de baixa qualidade.

 

REDE ESTÁ ABERTA A OUTROS PRODUTORES

“As regras de certificação estão definidas e têm na base três ingredientes importantes: ovos, açúcar e a farinha”, explicou Cláudio Ferreira, fazendo ainda referência ao tipo de cosedura e tipo de forno usado.

“A rede está aberta a outros produtores, mas têm de cumprir as regras”, disse.

O processo de certificação tem ainda como objetivo a promoção internacional. A rede tem participado em feiras em Espanha e feito a divulgação na Bolsa de Turismo de Lisboa.

O projeto, ao qual se associa a Câmara de Felgueiras, terá ainda ações de prospeção em Espanha, França e no Luxemburgo.

Cláudio Ferreira fala em “mais-valias” para os produtores, com o aumento das vendas e notoriedade, mas também para o concelho, que poderá ver aumentado o número de estadias e turistas em Felgueiras.

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