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Partidos pedem na AR implementação “urgente” de petição para despoluir rio Vizela

Os grupos parlamentares na Assembleia da República saudaram hoje, em plenário, a petição de quatro associações que defende a despoluição do rio Vizela e apelaram ao Governo para a implementação “urgente” de medidas de combate e fiscalização.

À petição, designada “Salvar o Rio Vizela”, que foi subscrita por 4.084 cidadãos, juntaram-se propostas de resolução sobre a mesma matéria do PCP, PSD, CDS, Os Verdes e Bloco de Esquerda.

O rio Vizela, com cerca de 40 quilómetros de extensão, é afluente do rio Ave, atravessando os concelhos de Fafe, onde tem a sua nascente, Felgueiras, Guimarães, Vizela e Santo Tirso, onde conflui no rio Ave.

A deputada Carla Cruz, do PCP, saudou hoje os peticionários que estavam em grande número nas galerias do parlamento, incluindo o autarca de Vizela Dinis Costa, e recordou que a as descargas poluentes no rio Vizela provocadas pelas explorações agropecuárias e industriais é um problema antigo, identificado pelos comunistas desde 1996.

“É urgente defender o rio, as populações e as atividades económicas ligadas ao rio”, afirmou, apelando à “calendarização urgente de medidas para a despoluição”.

Emídio Guerreiro, do PSD, recordou que um dos focos de poluição do rio é estação de tratamento de águas residuais situada em Serzedo, Guimarães, defendendo que o Governo deve avaliar “o que é necessário em termos tecnológicos” para melhorar o desempenho daquele equipamento. Assinalou ainda a necessidade de serem monitorizadas as descargas das entidades privadas.

Pelo CDS interveio Telmo Correia, que se referiu à poluição do Vizela como “um problema crónico, que pode e deve ser resolvido”. Aludiu, também, ao potencial turístico da estância termal de Vizela que pode ser melhorado se o rio for despoluído, como reclamam os peticionários.

O deputado democrata-cristão exigiu, por outro lado, uma investigação urgente” aos autores da poluição” e acentuou que “a culpa não pode morrer solteira”.

José Luís Ferreira, de Os Verdes, criticou a “inação das entidades competentes” ao nível da fiscalização na bacia do Ave. O parlamentar ecologista disse compreender a iniciativa das populações, “que se queixam de não ser ouvidas, enquanto continuam a ver o rio pintado de vermelho e preto”.

Do lado do Bloco de Esquerda, o deputado Pedro Soares recordou que, nas últimas décadas, foram investidos muitos milhões de euros na despoluição da bacia hidrográfica do Ave. Apesar disso, lamentou, “o rio Vizela continua a mudar de cor e a cheirar mal”. Aludindo à existência de focos de poluição ao longo do rio, o parlamentar afirmou ter chegado a hora de “alguém ser responsabilizado por esta atuação”.

O PS não apresentou proposta de resolução sobre o tema, mas o deputado Luís Soares disse concordar com a necessidade de combater e fiscalizar os fenómenos de poluição na bacia do Ave. O parlamentar socialista apelou ao empenho das autarquias e do Governo “no combate à impunidade dos prevaricadores”.

 

APM // MSP

Lusa/fim

 

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