Está em
Início > Política > PEDRO ARAÚJO em entrevista: “Acredito que vou ser o próximo presidente da Câmara de Felgueiras

PEDRO ARAÚJO em entrevista: “Acredito que vou ser o próximo presidente da Câmara de Felgueiras

EXPRESSO DE FELGUEIRAS (EF) – O Dr. Pedro Araújo vai ser o candidato do PS em Felgueiras. Como decorreram as negociações entre o Primeiro MIC e o PS?

Pedro Araújo (PA) – Na verdade, o processo foi muito simples. De facto, fui escolhido como candidato do PS à Câmara Municipal de Felgueiras, merecendo a confiança da sua Comissão Política. Não houve propriamente negociação, mas sim um convite que me foi dirigido e que decidi aceitar, sentindo-o como uma honra e um privilégio. Aceitar esse desafio foi um processo relativamente fácil para mim, pela convergência de ideias e projetos para Felgueiras e pela vontade em servir os felgueirenses. Acredito que o PS tem todas condições para vencer e nós queremos mesmo é ganhar. Sobretudo para oferecer aos felgueirenses um projeto de desenvolvimento integral para o nosso concelho que nos coloque, não ao nível dos outros concelhos da região, mas muito à frente deles nas diversas áreas… na cultura, nas infraestruturas de lazer e turismo, etc… Para além disso, as propostas do Primeiro MIC, enquanto movimento para pensar Felgueiras, cruzaram-se perfeitamente com as propostas e compromissos do PS, havendo grande sintonia em relação aos projetos de grande escala e aos projetos de proximidade que é necessário implementar a curto, a médio e a longo prazo.

Pedro Araújo editado site2

“Tenho sentido uma mobilização e um apoio cada vez maiores”

EF – Depois de anunciado o acordo com o PS, o Primeiro MIC continua mobilizado? Fala-se que algumas pessoas terão ficado desiludidas….

PA – Desde que foi anunciada a minha candidatura pelo PS, tenho sentido uma mobilização e um apoio, cada vez maiores. Esta decisão foi unânime entre os membros do Primeiro MIC, que desde o início viram com bons olhos a nossa aproximação ao PS e, posteriormente, a minha indicação como principal rosto da candidatura socialista. Quem ficou muito desiludido foi o PSD. O projeto que temos para Felgueiras está cada vez mais forte e isso preocupa muito o atual executivo. O que nos une e mobiliza a todos é acreditarmos que o nosso projeto vai desbloquear Felgueiras, a todos os níveis, e trazer, finalmente, ao nosso concelho o desenvolvimento que todos os felgueirenses querem e merecem. Por isso, o que tenho visto e sentido à minha volta são pessoas muito motivadas, mobilizadas e disponíveis para trabalhar.

Pedro Araújo editado site5

 “O PS irá apresentar candidaturas credíveis e muito fortes”

EF – Haverá elementos desse movimento em lugares de destaque nas listas?

PA – As pessoas que me acompanharam nos últimos anos vão também integrar as listas do Partido Socialista. Os lugares que cada um vai ocupar ainda não estão definidos. Neste momento a candidatura está a somar apoios e pessoas e, portanto, ainda não chegou o momento de tomar essas decisões. Os lugares terão que ser decididos apenas no contexto em que conheçamos todas as pessoas que estão disponíveis para o efeito. E aí serão escolhidos os melhores para cada lugar. Uma coisa é certa: o PS irá apresentar candidaturas credíveis e muito fortes à Câmara, à Assembleia Municipal e às Juntas de Freguesia, com muitos militantes do PS, como é evidente, mas também com grande abertura para a participação de independentes, homens e mulheres, e de jovens. Que não é o que tem acontecido por cá. É inaceitável, que em oito anos de gestão autárquica não se tenha colocado um único jovem felgueirense em lugar de destaque na autarquia. Comigo muitos jovens felgueirenses irão ter oportunidade de mostrarem aquilo que valem. Acredito que estarão à altura dos acontecimentos. Certo, certo é que muitos terão, finalmente, a sua oportunidade.

EF – Conta com o empenho das estruturas do PS?

PA – Naturalmente que, se fui escolhido para liderar a candidatura autárquica do PS pelas suas estruturas, conto com o total e inequívoco apoio das mesmas, assim como com o de todos os socialistas do nosso concelho. Mas também conto com o empenho e com a colaboração de toda a gente que queira ajudar à vitória desta candidatura. Agradeço já a colaboração de todos os que me possam ajudar a ganhar as eleições e a implementar um projeto de desenvolvimento para Felgueiras, que irá representar uma autêntica revolução a nível social, territorial, cultural… Quem já conhece o projeto sabe do que estou a falar! Quanto ao empenho das estruturas concelhias do PS, é uma condição imprescindível para a vitória. Todo o PS (militantes, simpatizantes, apoiantes) fazem falta para se ganhar as eleições. Ninguém ganha eleições autárquicas sozinho e, por isso, preciso e agradeço, desde já, toda a ajuda que, dentro ou fora do PS, cada felgueirense me possa dar, conhecendo e divulgando o nosso projeto, falando e influenciando familiares e amigos e, como é lógico, votando, em outubro, nas listas do PS.

EF – Tem-se falado que o segundo da lista será uma pessoa da confiança do líder da concelhia, eventualmente o seu próprio filho. Isso já está acertado?

PA – Como todos calculam, essa decisão, como as restantes decisões de cariz político terão sempre que ser tomadas pelos órgãos próprios do PS, uma vez que as candidaturas serão candidaturas do PS. E a situação é muito clara. Eu, no momento em que agradeci, à Comissão Política Concelhia, a decisão de ser o candidato do partido, como é óbvio, também mostrei disponibilidade para aceitar as restantes decisões que a mesma Comissão Política Concelhia entenda tomar no âmbito do atual processo eleitoral. Ora, a questão do segundo nome da lista à Câmara coloca-se exatamente nestes termos. Por isso, a presença do José Bragança na minha equipa é uma decisão que vejo como absolutamente natural e na qual me revejo, até porque vai ao encontro de uma ideia que já defendi. Precisamos de dar espaço e acreditar em gente jovem, acima de tudo com competências e méritos reconhecidos. O José Bragança é, com toda a certeza, da confiança da estrutura do PS, mas mais do que isso, é alguém que conheço bem, pois foi aluno na minha Escola, e com quem terei todo o gosto em trabalhar. Com ele e com a restante equipa que formaremos. Será sempre uma equipa muito melhor que o atual executivo do PSD. Não tenho problema de espécie alguma em liderar uma equipa com mais jovens ou com menos jovens, com mais homens ou com mais mulheres… Têm é que acreditar todos no nosso projeto e estarem disponíveis para dar o seu melhor no sentido de implementarmos as diferentes vertentes desse projeto com a qualidade que os felgueirenses merecem.

EF – Em 2013 verificou-se uma grande diferença de votos entre o PSD e o PS. Acredita que será possível reverter esse resultado nas autárquicas deste ano?

PA – Se não acreditasse não estava aqui. Continuaria a ser Diretor da Escola Secundária de Felgueiras por mais quatro anos. Acredito que vou ser o próximo Presidente da Câmara Municipal de Felgueiras. E isso vai acontecer por alguns méritos que estão do meu lado e por alguma falta de mérito que está do lado de Inácio Ribeiro.

Do meu lado está o trabalho que desenvolvi, com a colaboração da minha equipa e de toda a comunidade, na Escola Secundária de Felgueiras, nos últimos quinze anos. Do lado de Inácio Ribeiro está o trabalho que deveria ter feito e não fez nos últimos oito anos. E isto é conhecimento de todos os felgueirenses. Por isso, estas movimentações de última hora que já estão a surgir e que vão aumentar de intensidade, já não vão enganar nenhum felgueirense. O PSD e Inácio Ribeiro ainda estão numa lógica do século passado, ao tentar vender a teoria de que “pouco ou nada fizemos em oito anos e com 400 milhões de euros de orçamentos, mas esqueçam isso, porque nos próximos quatro anos é que vai ser…”. Do meu lado vai estar um PS unido e, como prova de que muitos dos que acreditaram no projeto do PSD estão hoje totalmente desiludidos, do lado de Inácio Ribeiro está um PSD profundamente dividido, como já é público e notório, fruto de uma má gestão de pessoas e expectativas. Por tudo isto e pelo trabalho que o PS fez nos últimos anos no concelho e no país é que eu acredito que a diferença entre PSD e PS no concelho, em termos de resultados eleitorais, já não é, neste momento, a mesma que era há quatro anos atrás, e vai mesmo possibilitar a mudança de poder autárquico em Felgueiras, no próximo outono.

Pedro Araújo editado site3

“Estou na política principalmente para ajudar a desenhar projetos e para colaborar ativamente para a sua implementação”

EF – Já pode avançar com as linhas gerais da sua candidatura?

PA – A principal linha orientadora da nossa candidatura vai ser a divulgação intensiva do nosso projeto de desenvolvimento para Felgueiras, porque isso é o essencial e quem conhecer o nosso projeto vai seguramente apoiar a candidatura e porque esta pode ser a última oportunidade para se implementarem algumas das medidas estruturantes que defendemos.

Estou na política principalmente para ajudar a desenhar projetos e para colaborar ativamente para a sua implementação. Dos maiores e estruturantes para o concelho, até aos mais pequenos e de maior proximidade com as pessoas. Para além disso, até porque me parece que vai interessar a algumas pessoas do PSD dizer que não há dinheiro para tantos projetos e que já não estamos em época de apostar em infraestruturas, ficam já as duas questões previamente resolvidas: há dinheiro, sabemos onde está e conhecemos o caminho para chegar lá; há muitas ideias e projetos que não custam milhões de euros, alguns custam alguns milhares e outros podem não custar nada ao estado ou à autarquia; e quanto às infraestruturas, já não é o tempo delas onde elas existem, que também não é o caso de Felgueiras, infelizmente.

Nós temos propostas/compromissos para as mais diversas áreas, como a ação social, cultura, desporto, economia, educação, gestão da autarquia, juventude, território e turismo, entre outras. Na impossibilidade de apresentar o projeto na sua globalidade, vou avançar apenas com as principais orientações de uma nova postura que se vai adotar quando vencermos as próximas eleições e com duas propostas concretas. O nosso grande objetivo é ir ao encontro da vontade das pessoas e estaremos disponíveis para resolver os seus problemas. Precisamos de uma nova atitude em relação aos felgueirenses. Quanto às propostas, defendemos, por exemplo, a construção de dois parques urbanos, um na cidade de Felgueiras outro na cidade da Lixa, ligados por um corredor verde com uma via para peões e uma ciclovia. O que levanta, desde logo, uma questão muito importante aos habitantes da Lixa: vão votar numa candidatura que só apresenta proposta para um parque urbano na cidade de Felgueiras, como é a do PSD/PPM ou vão votar na candidatura do PS que apresenta a proposta de dois parques urbanos? Esta é uma medida emblemática. Para além de passarmos de uma situação de inferioridade para uma situação de vantagem em relação a todos os concelhos vizinhos, esses parques serão infraestruturas de apoio a todas as outras áreas, pela dinamização de atividades que vão permitir, algumas delas com impactos económicos significativos, podendo mesmo contribuir para a coesão social e territorial entre os dois principais polos urbanos do concelho. Outro bom exemplo do aproveitamento do potencial do território é a construção de passadiços nas margens dos rios Bugio, Ferro e Vizela, avançando-se depois para a marcação de percursos pedestres que possam trazer muita gente ao concelho para conhecer uma parte lindíssima do território, até agora completamente esquecida e abandonada. Nós temos muitas propostas e muito concretas. Desafio todos os felgueirenses a aproveitarem os próximos meses para conhecerem o nosso projeto em toda a sua extensão. Vão ver que para todas as áreas há propostas interessantes como as duas que aqui deixei, só para vos abrir o apetite…

EF – Como olha para as movimentações que se tem observado no concelho, nomeadamente a possibilidade de surgir uma candidatura que integre elementos de várias sensibilidades descontentes com os seus partidos?

PA – Julgo que o momento é crítico para o concelho e isso, necessariamente, obrigará toda a gente a definir a sua posição. É, portanto, natural que quem não se reveja nas duas candidaturas já anunciadas, Pedro Araújo pelo PS e Inácio Ribeiro pelo PSD/PPM, esteja à procura de uma outra solução. É a democracia a funcionar e como democrata não tenho nada contra, tenho, aliás, tudo a favor.

Top