Petição sobre poluição do Vizela já está no Parlamento (C/ÁUDIO)

O presidente da Câmara de Vizela, acompanhado por representantes de instituições locais, entregou hoje, na Assembleia da República, uma petição que apela à urgente resolução do problema de poluição do rio Vizela.

Dinis Costa disse à Lusa ter sido muito bem-recebido por todos os partidos e sublinhou que a petição, com 4084 assinaturas, foi deixada ao vice-presidente da Assembleia da República, Jorge Lacão.

“Estamos muito unidos e tivemos promessas de empenhamento de todos os deputados”, assinalou o presidente da autarquia.

Dinis Costa foi acompanhado de representantes do clube de canoagem da cidade, do clube desportivo de pesca e caça, dos amigos das termas e de uma associação de Fafe.

O presidente disse esperar que a matéria da poluição do rio, que afirma ser “ainda muito preocupante”, possa ser discutida em plenário, no Parlamento, em setembro ou outubro. Antes disso, acrescentou, o assunto será analisado em comissão especializada, onde deverá ser ouvida a posição da autarquia.

“Estou esperançado que as coisas vão melhorar”, declarou, a propósito do impacto que a petição poderá ter junto do Governo e de outras entidades ligadas ao ambiente.

Dinis Costa insiste que a poluição naquele afluente do Ave preocupa Vizela há 37 anos.

“Não se pode ter a água azul ou vermelha. Nenhum de nós mergulhava num rio vermelho ou azul”, exclamou, a propósito do aspeto que o Vizela por vezes apresenta.

Além da poluição provocada pelas indústrias da região, o autarca alerta para a situação causada pela ETAR de Serzedo, Guimarães, a montante do concelho de Vizela.

“Quando uma estação de tratamento pública polui, não há muita legitimidade para obrigar o privado a deixar de poluir”, vincou.

À Lusa frisou que a situação já foi denunciada às autoridades policiais e à Agência Portuguesa do Ambiente.

“Essas entidades têm de pôr a ETAR a fazer descargas nos parâmetros normais”, exclamou Dinis Costa, recordando que é preciso fazer cumprir a legislação.

Ainda a propósito da poluição alegadamente provocada pela ETAR de Serzedo, o autarca referiu que, por vezes, a água do rio leva lamas e apresenta-se muito escura.

APM.

Lusa/fim