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Primeiro ano de Mandato: Presidente da Câmara fala de “uma terra melhor” após herança com “25 imbróglios”

O presidente da Câmara de Felgueiras, que completou na quinta-feira um ano de mandato, disse ter herdado “25 imbróglios” da gestão PSD, mas sublinhou que a realidade do concelho, atualmente, “já é diferente, para melhor”.

“Após um ano de mandato, a realidade do município de Felgueiras já é diferente. Felgueiras está melhor”, comentou Nuno Fonseca, numa conferência de imprensa realizada na quinta-feira à tarde.

O autarca que foi eleito nas autárquicas de 2017 pela coligação “Sim Acredita”, que integrava o PS e o Livre, derrotando o PSD, que governava há dois mandatos, afirmou ter consciência de não ter conseguido “resolver os problemas todos,” mas mostrou-se seguro de que, até ao final do mandato, o seu executivo irá conseguir ultrapassar “a maioria dos problemas e honrar o compromisso com todos os felgueirenses”.

Nuno Fonseca considera que, apesar dos progressos, no primeiro ano não foi possível fazer mais, porque não houve do anterior executivo a passagem de poderes, “numa atitude de desrespeito para com todos os felgueirenses”.

“Hoje percebo porquê”, anotou, atribuindo a situação ao facto de a gestão PSD não ter deixado “um trabalho estruturado que pudesse passar”.

“Tivemos de olhar para os dossiers do zero, estudá-los e delinear estratégias para os resolver”, acentuou.

 

Uma herança com muitos imbróglios

 

O presidente recordou, depois, várias matérias “complicadas” que herdou do PSD, nomeadamente o aterro de Sendim, “com graves problemas”, a empresa municipal Emafel, “em liquidação e dissolução”, dívidas a funcionários, empréstimos de 700 mil euros “não visados pelo tribunal de contas”, Parque Tecnológico do Tâmega (PTT) “sem negociações para a resolução daquele elefante branco” e “obras adjudicadas sem negociações com os proprietários, a colocar em causa o cumprimento do prazo de execução”.

Atrasos nas transferências para as juntas de freguesia, “um PDM que estava parado”, falta de recursos humanos nas escolas, funcionários desmotivados e sem orientação estratégica, fundos disponíveis negativos que “impediam de assumir despesas”, centenas de requisições internas pendentes por falta de fundos e “risco de perder quatro milhões de euros por candidaturas comunitárias” foram outros problemas que o novo executivo teve de enfrentar, acrescentou o autarca independente apoiado pelo PS e pelo partido Livre.

 

Um ano de realizações

 

Após um ano de mandato, Nuno Fonseca destaca alguns dos progressos que disse ter registado, destacando o reforço exponencial das verbas para as juntas de freguesias.

“É uma medida de que me orgulho”, destacou, assinalando ainda o arranque de obras na rede viária em todas as freguesias, num ano de “proximidade com todos os felgueirenses”.

“Hoje o presidente da câmara e munícipes estão mais próximos. Para além das audiências semanais, promovemos as audiências aos sábados para que todos fossem tratar dos seus problemas sem prejuízo da via pessoal”, indicou.

Melhoria das refeições escolares, às quais foi acrescentado o pequeno almoço, negociações com o Governo para a ligação da zona industrial de Cabeça de Porca à A11, mais apoio sociais às famílias, reforço das verbas para os bombeiros e retoma do processo de revisão do PDM foram outras “conquistas” elencadas pelo chefe do executivo.

Nuno Fonseca acrescentou no rol das medidas a redução em mais de meio ano na análise dos processos de urbanismo, as obras para a reabertura do aterro de resíduos industriais de Sendim, a retoma das negociações para a resolução do PTT, o contrato programa com a Escola Profissional de Felgueiras destinado a resolver os seus “graves problemas financeiros”, contratação de mais pessoal para as escolas e a submissão de candidaturas de regeneração urbana.

 

Contas em ordem

 

Tudo isso, frisou, assegurando a estabilização das contas da autarquia e conseguindo “fundos disponíveis positivos cumprindo desta forma a lei”.

“Esta é a realidade, imprimimos uma dinâmica de rigor e compromisso para com os serviços, funcionários e eleitos. Uns chamam a isto autoritarismo, arrogância e falta de humildade, nós chamamos a isto trabalho, empenho e transparência”, concluiu.

 

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