Está em
Início > Destaque > PSD acusa Nuno Fonseca de falhar promessa de baixar taxas municipais

PSD acusa Nuno Fonseca de falhar promessa de baixar taxas municipais

O PSD/Felgueiras acusou hoje a nova maioria na câmara municipal (PS/Livre), liderada por Nuno Fonseca, de não ter cumprido, “logo na primeira oportunidade”, a promessa eleitoral de baixar os impostos municipais, ao decidir manter as taxas em 2018.

O primeiro vereador do PSD, João Sousa, que foi vice-presidente na câmara nos dois anteriores mandatos, disse não se compreender que a equipa liderada pelo novo presidente Nuno Fonseca tenha aprovado a manutenção das taxas do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e da Derrama (imposto sobre o lucro das sociedades) e assim “defraudar as expectativas dos munícipes, em contraciclo nacional”.

Em declarações à Lusa, o líder da oposição recorda que a diminuição das taxas tinha sido “uma importante promessa eleitoral” da candidatura de Nuno Fonseca e também era “uma reivindicação antiga” dos vereadores do Partido Socialista, então na oposição.

“O PSD sempre prometeu o fim da derrama”, vincou João Sousa.

O vereador social-democrata acrescentou que o PS também exigiu, no passado, que a autarquia abdicasse de 5% da participação variável do IRS, em favor dos munícipes, mas que agora, no poder, “dá o dito por não dito” e decide não atribuir às famílias essa regalia em 2018.

A manutenção das taxas municipais foi aprovada pela nova maioria em reunião do executivo, a primeira deste mandato em que o assunto foi tratado.

Nuno Fonseca alega situação financeira da autarquia que herdou do PSD

Para justificar a medida, o presidente Nuno Fonseca alegou não haver condições, no imediato, para baixar os impostos, enquanto não for apurada a situação financeira em que se encontra o município. O chefe do executivo recordou ter encontrado, neste mês, fundos disponíveis negativos de 1,3 milhões de euros e que esse indicador, que considerou “preocupante”, impede a redução das taxas.

Para Nuno Fonseca, esta decisão não significa que não se esteja a cumprir uma promessa eleitoral, sublinhando que o seu compromisso, assumido em campanha, é para ser realizado “de forma gradual” ao longo do mandato que agora começa.

O PSD alegou na reunião que a justificação dos fundos disponíveis negativos, apresentada pelo presidente, não se justifica, porque se trata de uma “situação pontual que em breve será alterada”, desafiando a nova maioria a exibir os indicadores trimestrais da Direção Geral da Administração Local (DGAL) que atestam, segundo a oposição, a “boa saúde” das contas municipais.

 

Top