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PSD/Felgueiras critica gestão de Nuno Fonseca e diz que câmara tem 19 milhões de euros de fundos

O PSD de Felgueiras, que governou o concelho de 2009 a 2017, destacou hoje que a câmara tem em janeiro 19 milhões de euros de fundos disponíveis, contrariando a tese da atual gestão PS sobre dificuldades financeiras.

João Sousa, primeiro vereador social-democrata e antigo vice-presidente da Câmara, aludiu aos valores oficiais de janeiro comunicados ao executivo pela nova gestão liderada por Nuno Fonseca (PS).

No período antes da ordem do dia da reunião de hoje, o autarca da oposição lamentou que a gestão socialista tenha usado politicamente o facto de os fundos disponíveis terem estado negativos em novembro, procurando passar para a opinião pública a ideia de que o PSD tinha deixado o município numa situação financeira difícil.

Segundo João Sousa, os dados agora divulgados, que “fazem inveja à maioria dos municípios da região”, atestam “a forma equilibrada” como a câmara foi gerida nos últimos oito anos, para além de ter deixado para a nova gestão um volume de obras em curso superior a 10 milhões de euros. Informou também que a gestão do anterior presidente Inácio Ribeiro, segundo dados oficiais, deixou depósitos bancários superiores a seis milhões de euros.

 

João Sousa recorda que município de Felgueiras tinha dos melhores prazos de pagamento a fornecedores

O ex-vice-presidente reforçou que a Câmara de Felgueiras, com a gestão PSD, apresentava um dos melhores prazos médios de pagamento a fornecedores, comprovando a sua “boa saúde financeira”, como foi, frisou, reconhecido várias vezes pelas entidades oficiais.

Insistindo na crítica ao PS por ter usado politicamente os fundos negativos verificados em novembro, que considerou uma “novela de mau gosto”, João Sousa lamentou que aquela opção da gestão de Nuno Fonseca “tenha prejudicado os munícipes”.

O vereador lembrou que foi com base na alegada situação financeira difícil que Nuno Fonseca disse ter herdado, a qual “agora se percebe que não correspondia à realidade”, que o PS justificou “não cumprir as promessas” que tinha feito na campanha eleitoral, nomeadamente a redução dos impostos municipais e o aumento das transferências para as freguesias.

Na resposta, o presidente Nuno Fonseca reafirmou as dificuldades financeiras da câmara, frisando terem transitado para a atual gestão, do ano passado, 11,5 milhões de euros de compromissos, para além de outras despesas assumidas pelo executivo PSD, faltando completar os procedimentos.

“Vocês não pagaram aquilo que deviam ter pago”, acusou, voltando-se para os vereadores do PSD, prometendo que vai avançar uma auditoria às contas da autarquia.

Reunião de Câmara Felgueiras jan 2018

A reunião ficou marcada por uma acesa troca de argumentos entre Nuno Fonseca e João Sousa, também com pontuais intervenções do vereador Joaquim Ribeiro (PSD) sobre a interpretação dos atuais indicadores financeiros do município. Joaquim Ribeiro censurou que a gestão PS tenha, nos últimos meses, “posto em causa a idoneidade das pessoas” que geriram o município.

 

“Temos de identificar as prioridades”, afirmou Nuno Fonseca

O argumento não convenceu Nuno Fonseca, para quem a situação atual de dificuldade vai obrigar a câmara a antecipar receitas que estavam previstas para um momento posterior, procedimento que João Sousa considerou normal na gestão autárquica, quando há um grande volume de obras e despesas concentrado no tempo, como se verifica atualmente em Felgueiras.

Apesar disso, retorquiu Nuno Fonseca, poderá ser necessário deixar cair algumas obras da regeneração urbana que estavam previstas pelo anterior executivo PSD, porque o valor disponível de fundos europeus, de 4,2 milhões de euros, é insuficiente.

“Temos de identificar as prioridades”, anotou.

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