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Rali de Portugal com retorno económico de cinco milhões de euros em Fafe

O retorno económico do Rali de Portugal de 2018, no concelho de Fafe, onde se disputou a última classificativa da prova, conhecida como ‘power stage’, foi de cerca de cinco milhões de euros, disse hoje o presidente da câmara.

“Os dados publicados neste estudo são, no fundo, o reflexo do ‘feedback’ muito positivo que nos tem chegado todos os anos”, comentou Raul Cunha, em declarações à Lusa.

Segundo o autarca, os dados foram apurados pela Universidade do Algarve, com a colaboração da Universidade do Minho, no contexto de um estudo sobre o impacto no turismo em cada um dos territórios atravessados por aquela prova do mundial de ralis.

 

HOTELARIA E RESTAURAÇÃO COM MAIS GANHOS

 

De acordo com este estudo, Fafe arrecadou cerca de cinco milhões de euros em consumos na fileira turística associada ao rali, nos domínios do transporte, alojamento, alimentação e animação, por parte dos adeptos e também das equipas participantes.

Os troços de Fafe, em especial o que encerra o rali, conhecido pelos seus saltos e pela zona do Confurco, é um dos momentos altos da prova e do campeonato do mundo de ralis, atraindo dezenas de milhares de espetadores, incluindo muitos estrangeiros, que preenchem vastas áreas das colinas que ladeiam o troço a fazer lembrar um estádio de futebol.

 

“QUEM NÃO CONHECE O SALTO DE FAFE”

 

Raul Cunha recorda que o Rali de Portugal é, há décadas, uma marca no concelho e um “espetáculo emblemático” que mobiliza sempre milhares de visitantes e “coloca Fafe no centro do mundo do desporto automóvel”.

“Quem não conhece o famoso salto”, questionou, recordando que se trata da imagem que habitualmente ilustra a prova portuguesa do mundial de ralis.

 

epa06751819 Portuguese Armindo Araujo drives his Hyundai i20 WRC2 during the fourth day of the Rally de Portugal as part of the World Rally Championship (WRC) in Fafe, Portugal, 20 May 2018. EPA/JOSE COELHO
EPA/JOSE COELHO

 

As conclusões do estudo destacam ainda o facto de os adeptos poderem ter antecipado ou prolongado a permanência em Fafe, para além dos dias efetivos da prova no concelho, referindo tratar-se de “um efeito muito importante para a consolidação dos impactos e demonstrativo do potencial turístico do concelho”.

“Esta prova traz um retorno muito considerável, o que nos deixa muito orgulhosos. Além dos visitantes que traz a Fafe e que convida a regressar ao concelho no futuro, a nossa terra beneficia também de uma enorme promoção territorial”, acentuou o presidente daquele município minhoto.

Raul Cunha acrescentou que o concelho de Fafe vive todos os anos o rali com muita intensidade, prevendo que na edição de 2019 o cenário se venha a repetir, com a presença de dezenas de milhares de adeptos, sobretudo na ‘power stage’, a classificativa em terra batida que encerra a prova e que, por isso, decide o vencedor, que é transmitida em direto para todo o mundo.

Do lado da autarquia, frisou o presidente, será renovado o intenso trabalho de preparação dos troços e demais logística, movimentando centenas de pessoas nos próximos meses, para que tudo esteja nas melhores condições em maio, “como tem ocorrido todos os anos”.

 

RALI “SERRAS DE FAFE” EM FEVEREIRO É APERITIVO PARA O WRC

 

Antes disso, assinalou o autarca, Fafe recebe nos dias 22 e 23 de fevereiro a prova inaugural do Campeonato de Portugal de Ralis, na qual serão percorridos alguns dos troços que integram a prova do WRC, constituindo por isso “um aperitivo para os adeptos”.

O impacto mediático e económico é menor do que o WRC, mas a prova do nacional também atrai muita gente ao concelho ao longo do fim de semana, ajudando a dinamizar a sua economia, concluiu.

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