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Região Norte com mais de 90 mil consultas e mais de 13 mil cirurgias

O presidente da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS/Norte) afirmou que, em 2016, os utentes do SNS do Norte terão acesso a 90 mil consultas e 13 mil cirurgias, nos hospitais de oito Misericórdias da região.

Os números foram revelados por Alvário Almeida, em Vila Verde, durante a cerimónia que assinalou a inauguração do hospital da Misericórdia local, e onde foram rubricados os oito acordos de parceira entre o setor público e aquelas instituições, no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS), ao abrigo do decreto-Lei nº 138/2013, de 9 de outubro.

O responsável sublinhou que, no próximo ano, os utentes do SNS terão acesso, em oito hospitais da região, a 91 mil consultas de várias especialidades, cerca de 13.200 cirurgias, bem como meios complementares de diagnóstico e terapêutica num investimento de 25 milhões de euros.

“São oito hospitais que passam a ser do SNS e em que os utentes apenas têm que pagar a taxa moderadora”, afirmou, adiantando que com estes acordos serão prestados “melhores cuidados de saúde, ajustados às necessidades das pessoas”.

Vila Verde, Fão, Felgueiras, Riba d’Ave, Póvoa de Lanhoso, Marco de Canaveses, Lousada e Esposende são as Misericórdias que assinaram novos acordos.

Presente na cerimónia, o presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel de Lemos disse que com estas parceiras “o Estado e o Governo não estão a fazer um favor às Misericórdias”.

“O que Estado e o Governo estão a fazer é a aproveitar a enorme capacidade das Misericórdias para melhorar a prestação de cuidados de saúde, regularizar modelos de financiamento, controlar custos e fugir ao défice, com evidente satisfação das comunidades”. Quem não percebe isso está preso a pressupostos ideológicos serôdios, ou vive longe da realidade em termos de modernidade de políticas sociais em matérias de saúde”, sustentou.

O responsável apelou ainda ao ministro da Saúde, que presidiu à cerimónia, para “dar instruções às restantes ARS para que o novo modelo de acordo seja replicado, com as devidas adaptações, aos restantes hospitais das Misericórdias”.

O ministro Paulo Macedo afirmou que “contrariamente ao que tantos disseram, mesmo em fase de enorme adversidade, os últimos quatro anos foram totalmente excecionais e anormais, não tiveram nada de vulgaridade, nem nada de comparabilidade com os outros anos mais recentes”.

Segundo Paulo Macedo, o governo “tem razões para estar contente” porque, “num cenário de extrema adversidade” conseguiu “evitar o caminho da disrupção do SNS, do sistema de saúde”.

“Conseguimos pelo contrário fortalecê-lo. Aumentamos o rigor, o seu equilíbrio e a sustentabilidade do SNS, e eu diria do setor privado e social, em simultâneo”, frisou.

Adiantou que, nos últimos quatro anos, “aumentaram em termos concretos, mensuráveis, os ganhos em saúde e em eficiência, e disso, é testemunha a esperança média de vida ou a mortalidade infantil e neonatal que continuam a colocar Portugal como exemplo dos melhores países da Europa, e do Mundo”.

Em Vila Verde o ministro da Saúde visitou ainda a reabilitação efetuada no hospital da Misericórdia que permitiu dotar a unidade de novas valências, entre elas uma maternidade, blocos cirúrgicos e 100 novas camas, 50 das quais para os cuidados continuados.

A unidade passou de 3.800 metros quadrados para 12.600, atendendo por dia cerca de 700 doentes. Por ano, de acordo com os números do provedor, Bento Morais, “paga 2,7 milhões de euros de impostos e recebe do Estado para a área da saúde cerca de 2, 3 milhões de euros”.

O hospital é um dos principais empregadores da região, com 680 trabalhadores e, segundo dados avançados pelo presidente da União das Misericórdias Portuguesas “é a quinta maior empresa do distrito de Braga, em termos de contribuições á Segurança Social”.

 

 

ABYC // JGJ

Lusa/Fim

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