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Rutura entre Araújo e Bragança ocorreu porque candidato exigiu que líder do PS se afastasse das decisões

A rutura, há cerca de um mês, entre o independente Pedro Araújo e o líder da concelhia socialista aconteceu porque o então candidato do PS à Câmara de Felgueiras exigiu a Eduardo Bragança que se afastasse das principais decisões e ações de rua da candidatura, refere o ex-diretor da Escola Secundária de Felgueiras.

Num comunicado enviado à nossa redação, Pedro Araújo explica o que terá acontecido em concreto:

“No dia 25 de abril houve, de facto, uma reunião de trabalho em que coloquei como condição para continuar a ser candidato nas listas do PS o total afastamento do presidente da concelhia das principais decisões e ações de rua da candidatura à Câmara Municipal de Felgueiras, na sequência de divergências políticas graves entre os dois”.

Na nota de imprensa, o líder do Primeiro MIC acrescenta: “Essa é que foi a causa concreta da rutura e não outras. Como hoje é público, porque não aceitou essa condição, o senhor Eduardo Bragança estará a promover a minha substituição como candidato do PS, omitindo esse facto e recusando reunir a comissão política concelhia para uma decisão por voto secreto em urna, como seria legalmente exigível”.

Pedro Araújo assinala, por outro lado, que “a questão, entretanto inventada e divulgada por quem tem interesse nisso”, de que não reunia condições para uma vitória eleitoral “será devidamente esclarecida a 01 de outubro”, acrescentando que, “por acaso, os últimos números conhecidos apontavam exatamente para um cenário em que” o então candidato do PS “poderia estar muito perto de reunir condições para ganhar”.

Pedro Araújo destaca que, para além de Eduardo Bragança, não está “politicamente incompatibilizado com mais nenhum socialista”.

“Só os mais precipitados, os mais desatentos e os mais tendenciosos é que concluíram que o meu problema era com o PS ou que era o PS que já não me queria. Muito pelo contrário, continuo a contar com os votos de todos os socialistas, militantes ou apenas simpatizantes, para garantir a vitória nas próximas eleições autárquicas em Felgueiras”, acrescentou.

O líder do Primeiro MIC diz continuar a ser o que sempre foi:

“Sou um independente que tem um Projeto de Desenvolvimento para Felgueiras (PDF), integral e devidamente estruturado, e uma equipa credível para se apresentar a eleições a 1 de outubro, pretendendo seduzir todos os eleitores que queiram optar pela mudança e pelo progresso do nosso concelho”, pode ler-se no comunicado.

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Empenhado em “juntar pessoas” e implementar Plano de Desenvolvimento para Felgueiras (PDF)

Mais à frente, Pedro Araújo afirma continuar interessado “em juntar pessoas e vontades, agora fora do quadro institucional do PS, que suportem o PDF”.

“É isso que me move, não são questões ideológicas, mais para a esquerda ou mais para a direita. O meu compromisso é construir, divulgar e levar a votos, com apoios institucionais ou sem eles, o nosso projeto”, reforça, concluindo:

“A forma como o nosso projeto irá a eleições terá agora que ser colocada noutros termos, como é evidente. É nisso que já estamos a trabalhar. Mas, como em tudo na vida, o conteúdo é sempre mais importante do que a forma. Por isso, desafio todos os felgueirenses a preocuparem-se mais em conhecer as nossas propostas e compromissos do que em conhecer a forma como vamos a votos. A seu tempo, tudo será amplamente divulgado”.

A terminar, Pedro Araújo reafirma haver “um projeto de desenvolvimento para Felgueiras, pronto a ir a votos, que começou a ser construído há dois anos”.

“Não se conhece é nenhum outro projeto de desenvolvimento para Felgueiras devidamente estruturado”, acrescentou, deixando um comentário crítico ao que se vai observando no concelho no plano pré-eleitoral:

“Há por aí, nos cartazes pagos por todos nós, o anúncio avulso de algumas medidas, mas que não fazem um projeto. São só isso: algumas medidas avulsas, criadas e divulgadas com objetivos puramente eleitoralistas. Mas os felgueirenses não se vão deixar enganar. Felizmente, cada vez são mais as pessoas devidamente informadas e que já não se deixam enganar com estas manobras de desespero, por parte de quem está no poder, em cima das eleições”.

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