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Secretário de Estado critica anterior Governo por não ter usado o “2020” na proteção civil (C/ÁUDIO)

O secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, criticou hoje, em Penafiel, o anterior Governo por não investido quaisquer verbas do atual quadro comunitário no dispositivo nacional de proteção civil.

“No passado não foi feito nada. A nível da proteção civil, dos fundos comunitários, foi gasto zero do atual quadro. O quadro começou em 2014, portanto já devia estar muito dinheiro gasto”, comentou, em declarações aos jornalistas.

Questionado sobre a razão de tal ter acontecido, Jorge Gomes respondeu: “Falta de vontade, talvez”.

Falando após a cerimónia de apresentação do Plano Operacional Distrital do Porto, na qual participaram entidades de todo o distrito, o secretário de Estado recordou ter sido possível ao atual Governo, em poucos meses, criar condições para as corporações de bombeiros se poderem candidatar aos fundos comunitários, já em maio, para aquisição de viaturas e remodelação nos quartéis.

Jorge Gomes avançou estarem previstos 60 milhões de euros para aplicar em dois anos, naquele domínio, 30 milhões dos quais destinados às corporações de bombeiros. Numa primeira fase, acrescentou, estão assegurados nove milhões para infraestruturas e sete para veículos de combate aos fogos.

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Sobre os meios que estão perspetivados para o período de maior risco de incêndios, assinalou que são em dimensão semelhante à do ano passado:

“Nós temos os meios considerados suficientes para um ano normal de incêndios florestais. Fizemos muitas ações de formação, o que é o fundamental. Temos cerca de 10.000 mulheres e homens no terreno, prontos a todo o momento. Temos 2.000 viaturas e 47 meios aéreos”.

Em relação ao distrito do Porto, região do país onde ocorre o maior número de ignições, Jorge Gomes mostrou-se agradado com a prontidão com que os meios no terreno têm sabido acorrer aos incêndios.

“No Porto é onde há um maior número de ignições, mas é também no Porto onde essas ignições não se conseguem desenvolver, porque o combate está com uma eficiência extraordinária”, exclamou.

E acrescentou: “O senhor comandante operacional nacional teve isso em atenção e tem no Porto o que já está estabelecido, mas se sentir necessidade reforça. Nada disto é estanque. Tudo isto é muito flexível”.

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Relativamente a dispositivo de combate a incêndios florestais no distrito, que foi apresentado por Carlos Rodrigues, comandante operacional distrital, foram referidos, para a fase mais aguda de perigosidade, designada “Charlie”, 331 recursos humanos, repartidos por 59 equipas de combate e 18 equipas de apoio.

Foram ainda anunciadas 25 equipas de vigilância, 15 equipas de vigilância de ataque inicial e quatro técnicos para reforço especializado.

No dispositivo do Plano Operacional Distrital estarão 77 viaturas de combate, quatro máquinas de arrasto e um helicóptero sediado em Baltar, Paredes.

O responsável recordou que foram desenvolvidas, recentemente, 19 ações de treino operacional no distrito do Porto, envolvendo 279 operacionais, além de formações específicas para os comandos.

 

APM // MSP

Lusa/fim

 

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