Está em
Início > Política > Selagem do aterro industrial de Felgueiras custará um milhão de euros

Selagem do aterro industrial de Felgueiras custará um milhão de euros

A estabilização do aterro industrial de Felgueiras, mandada executar pelo Ministério do Ambiente, está quase concluída, com um custo de 400 mil euros, mas a selagem das quatros células ascenderá a um milhão de euros, admitiu a autarquia.
O presidente da Câmara de Felgueiras, Nuno Fonseca, disse hoje à Lusa que o momento é “muito complicado”, atendendo ao “enorme encargo financeiro que representa a situação” herdada no executivo anterior.
“É um encargo muito grande, com o qual não contávamos quando fomos eleitos”, indicou.
A selagem do aterro foi ordenada em junho, depois de uma inspeção da tutela ter detetado irregularidades no funcionamento do equipamento. Os inspetores identificaram situações de deficiente deposição e acondicionamento dos resíduos, para além de uma quantidade acima da capacidade do aterro, e derrame ilegal de efluentes.
O aterro sanitário de Felgueiras servia exclusivamente para a receção de resíduos não perigosos da indústria de calçado, que predomina no concelho.

 

Autarquia foi obrigada a selar o aterro
Após a ação da Inspeção Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT), a autarquia de Felgueiras ficou obrigada a selar o aterro e retirar os resíduos industriais da indústria de calçado que estavam depositados de forma irregular.
O autarca estimou hoje que só no transporte dos resíduos para o aterro de Lustosa, no concelho de Lousada, já foram gastos mais de 300 mil euros e que o tratamento dos lixiviados representou uma despesa de 50 mil euros. Outras despesas têm sido feitas para minorar os efeitos de uma fissura encontrada na célula original, situada na zona da antiga lixeira, com a colocação de saibro e telas, acrescentou.
Logo que concluída esta fase, terá de avançar a selagem propriamente dita do aterro de resíduos industriais, uma empreitada complexa, cujo projeto está a ser preparado, sob acompanhamento das entidades que tutelam o ambiente em Portugal.
A autarquia tem seis meses para realizar aqueles trabalhos.
Ainda sobre o aterro sanitário, Nuno Fonseca confirmou que corre nos tribunais um processo contraordenacional, no qual a câmara responde por violação da legislação ambiental.

Top