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TAÇA DE PIRTUGAL: Sporting de Braga venceu com muita dificuldade em Felgueiras

Num jogo de casa cheia, o primodivisionário Sporting de Braga sofreu para seguir em frente na Taça de Portugal de futebol, apenas conseguindo vencer no terreno do Felgueiras 1932, do Campeonato de Portugal, com um golo marcado aos 86 minutos, acabando com o sonho de milhares e felgueirenses.

O avançado brasileiro Dyego Sousa, que começou no banco de suplentes, acabou por resolver o jogo, o último da terceira eliminatória, marcando o único golo com um potente remate de fora da área, em lance iniciado numa reposição de baliza e que envolveu ainda Paulinho.

O Sporting de Braga acabou por confirmar o favoritismo e merecer o triunfo, apesar da boa réplica dos felgueirenses, muito coesos no processo defensivo, mas sem nunca abdicarem de disputar o jogo e o resultado.

Os bracarenses, com sete alterações no ‘onze’, incluindo a estreia esta época do sul-africano Luther Singh (Abel Ferreira só não mexeu na defesa), começaram por cima e podiam mesmo ter marcado aos cinco minutos, após um canto curto e um toque em habilidade de Fábio Martins a testar os reflexos de Diego Silva.

Foi o lance mais perigoso de um primeiro tempo marcado pelo equilíbrio, com a formação felgueirense, no sexto lugar da Série A do Campeonato de Portugal, a conseguir desinibir-se e a dividir o jogo, conseguindo na maior parte do tempo diluir as diferenças entre as duas equipas.

O jogador do Felgueiras Kiki (D) disputa a bola com o jogador do SC Braga Lither (E), durante o jogo a terceira eliminatória da Taça de Portugal, disputado no Estádio Dr. Machado de Matos, em Felgueiras, 21 de outubro de 2018. HUGO DELGADO/LUSA
HUGO DELGADO/LUSA

Algo precipitados, sobretudo no capítulo do passe, os jogadores bracarenses só voltaram a acercar-se da baliza contrária aos 12 minutos, num remate fraco de Fábio Martins, enquanto os locais, com grande espírito de entreajuda e uma boa reação à perda a meio-campo, também conseguiam ter e trocar a bola, mas sem criarem perigo para Marafona.

O guarda-redes bracarense ainda ‘assustou’ aos 18 minutos, ao não conseguir segurar um centro tenso de Leandro da direita, mas redimiu-se e seria determinante a negar o golo a Tojó, aos 54, coincidindo com a entrada forte dos locais na segunda parte.

Abel Ferreira pressentiu o perigo e respondeu de imediato, lançando no jogo os habituais titulares Claudemir e Dyego Sousa, com o objetivo de aumentar a intensidade na recuperação da bola, a meio-campo, e criar, no ataque, mais dificuldades de marcação ao adversário.

O jogador do Felgueiras Kiki (E) disputa a bola com o jogador do SC Braga Luther (D), durante o jogo a terceira eliminatória da Taça de Portugal, disputado no Estádio Dr. Machado de Matos, em Felgueiras, 21 de outubro de 2018. HUGO DELGADO/LUSA
HUGO DELGADO/LUSA

A aposta do treinador do Braga teve quase resultados imediatos, graças a um remate, mais um em jeito, de Fábio Martins, aos 60 minutos, que Diego Silva travou com uma enorme defesa, seguindo-se Dyego Sousa, aos 64, com um pontapé que levou a bola a ‘beijar’ a base do poste da baliza do Felgueiras.

Felgueirenses mantinham uma boa qualidade de posse

Embora mais pressionados, mas sem nunca darem mostras de quebra física, os felgueirenses mantinham uma boa qualidade de posse e, a espaços, conseguiam libertar-se da zona de pressão e lançar-se em rápidos contra-ataques, mantendo o resultado numa incógnita.

Um centro de Kiki na esquerda, aos 81 minutos, a pedir um desvio que não surgiu na pequena área, foi o lance mais perigoso que aconteceu junto da baliza do Braga, que se manteve, ainda assim, mais por cima e com mais iniciativa, acabando por decidir o jogo e a eliminatória a quatro minutos do fim do tempo regulamentar, num remate forte e colocado de Dyego Souza, agora o melhor marcador absoluto da equipa, com sete tentos.

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