Tâmega e Sousa assumem que Rota do Românico dá coesão ao território

Discursando em Amarante no final do II Congresso Internacional da Rota do Românico, o autarca do Marco de Canaveses, Manuel Moreira, insistiu na obrigação de “preservar e valorizar o património legado e passar o testemunho à novas gerações”

Os presidentes das associações de municípios do Baixo Tâmega e Sousa e Vale do Sousa assumiram hoje que a Rota do Românico vai manter-se como “um elemento de coesão e afirmação do território”.

“Nós podemos fazer um novo caminho, um novo ciclo e rasgarmos novos horizontes para que a rota seja uma alavanca de afirmação deste território”, afirmou Manuel Moreira, presidente da Associação de Municípios do Baixo Tâmega e da Câmara do Marco de Canaveses. Discursando em Amarante no final do II Congresso Internacional da Rota do Românico, o autarca insistiu na obrigação de “preservar e valorizar o património legado e passar o testemunho à novas gerações”. Elogiando a qualidade dos trabalhos que reuniram dezenas de especialistas nacionais e estrangeiros, de várias áreas, Moreira concluiu que a Rota do Românico “é exemplo claro do potencial que une a região e para elevar a qualidade de vida das pessoas”. Do lado da Associação de Municípios do Vale do Sousa interveio o seu presidente Inácio Ribeiro, que também lidera a Câmara de Felgueiras, para quem o congresso constituiu “um momento importante de reflexão e partilha”. “A troca de experiências é o melhor processo de enriquecimento da nossa memória e do nosso conhecimento. Desta forma podemos sempre acrescentar algo ao que temos para fazer”, frisou. Para o autarca, a abrangência e a qualidade do trabalho que a rota está a realizar é um “alicerce para que a comunidade seja conhecida além-fronteiras”. Recordando que o congresso abordou os temas ligados à memória, Inácio Ribeiro sublinhou que a preservação do património da Rota do Românico traduz “o respeito pelo conhecimento, pelas raízes e pela memória da região”. No final dos trabalhos, a diretora do projeto destacou a qualidade das intervenções do congresso, ao mesmo tempo que apontava para o futuro. “Vale a pena gerar valor e trabalhar todo o dia para que seja refletido na qualidade de vida das populações”, considerou Rosário, numa alusão à importância cultural, social e económica do projeto.   APM. Lusa/fim