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Um novo ciclo

Os felgueirenses escolheram democrática e livremente nas urnas a coligação “Sim, Acredita” (Livre/PS), preterindo a coligação “Manter a Esperança” (PSD/PPM) ao não renovar a maioria obtida há quatro anos por Inácio Ribeiro.

Poderia fazer aqui muitas leituras políticas e encontrar justificações e “culpas” – para a vitória e para a derrota – mas não o faço por dois motivos. Em primeiro lugar porque já o fiz em sede própria, ou seja, na comissão política a que ainda pertenço, segundo porque foi no projeto de Nuno Fonseca e na sua equipa que os felgueirenses confiaram e neste momento a única coisa que interessa é Felgueiras. O combate político eleitoral acabou.

E é com esse superior interesse, que é o concelho de Felgueiras, que o PSD tem que rapidamente fazer as reflexões e alterações nos seus órgãos que tiver que fazer e se assumir como oposição atenta e responsável, apoiando os seus vereadores e eleitos na Assembleia para uma oposição eficaz, coerente e acima de tudo responsável. Não foi o que aconteceu quando se foi poder, em que a oposição socialista liderada por Eduardo Bragança na vereação e Hélder Quintela na Assembleia Municipal se demonstrou sem capacidade, sem ideias e que levou a um vazio tal que não tiveram o seu candidato. E quanto mais forte for a oposição menos “adormecido” fica o poder.

E por falar em partido socialista, este também terá uma alteração nos seus órgãos. Claramente será liderado por pessoas próximas a Nuno Fonseca, como faz todo o sentido, mas não deixa de ser curioso o flic-flac de quem apostou numa derrota de Nuno Fonseca nas eleições para que agora pudesse ter outro papel no partido socialista e ao ver as contas baralhadas com a vitória já deixa cair o líder Eduardo Bragança que nunca admirou, mas que suportou, e se demonstra publicamente, na rádio e nos jornais, muito feliz e contente por uma vitória que nunca desejou, como ficou patente pelo que escreveu e disse no período de campanha eleitoral.

Nos próximos três anos o novo executivo terá obras em curso lançadas pelo anterior, mas terá que se lembrar das promessas eleitorais, cumprindo-as, porque, está visto, os felgueirenses já demonstram uma cultura democrática muito madura para mudarem o sentido de voto em qualquer altura.

Resta-me, democraticamente, parabenizar Nuno Fonseca e a sua equipa pela vitória eleitoral, desejando bom trabalho, sempre com o superior interesse que é Felgueiras como objetivo final.

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