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Um Voto de Louvor

Decorreu no passado dia 7 setembro a última Assembleia Municipal do mandato 2013/2017. Seria expectável ver, como tem sido hábito nas últimas três ou quatro Assembleias, os candidatos às próximas eleições autárquicas nas cadeiras reservadas ao público para se inteirarem das decisões e, principalmente, dos esclarecimentos que foram dados pelo presidente da câmara, Inácio Ribeiro.

Talvez achem que a Assembleia Municipal é uma instituição de pouca relevância, de pouca importância, ou então que os assuntos lá tratados não lhes dizem respeito. Apareceram enquanto não estava escrito que seriam candidatos e não passavam de uma intenção, quando já o são, os assuntos que dizem respeito aos felgueirenses já não interessam. Foi então, pelos vistos, uma feira de vaidades de putativos candidatos, que nos mereceu até a visita de um ilustre que tanto andou, como desandou para candidato à Assembleia Municipal de Guimarães.

Mas foi pena que não estivessem presentes. Ficariam a saber que os PDM que gostam de indicar como estando prontos e de segunda geração afinal não o são porque não obedecem às leis mais recentes, que os concelhos do distrito do Porto que estão a fazer a revisão já com a nova legislação, segundo a CCDR-N, são Vila Nova de Gaia, Porto, Matosinhos e… Felgueiras. Ficariam a saber que o processo de revisão de Felgueiras estará concluído entre seis a oito meses.

Mas não só. Ficariam informados que o Tribunal de Contas já deu o parecer favorável à nova empresa municipal que todos diziam ser impossível de obter.

Mas o ponto político mais relevante da Assembleia Municipal foi o Voto de Louvor da bancada do Partido Socialista, lido pelo deputado Hélder Quintela – que em abono da verdade era o único na bancada e por vezes do partido a fazer oposição – à Mesa da Assembleia Municipal, eleitos pela Coligação Manter a Esperança (PSD/PPM) que agora se repete, com especial relevância para a forma isenta, equitativa, tolerante e democrática como o Dr. Rui Marinho, presidente da A.M. e candidato à mesma, conduziu os trabalhos. O voto foi também, e com muita propriedade, atribuído à Dª Emília, funcionária da câmara adstrita à A.M.. A leitura do mesmo, tal como a votação, mereceram ovação de todos os deputados municipais.

Bem sei que é uma atitude democrática de louvar, mas que sendo inédita a acontecer num momento eleitoral representa bem o que a própria oposição pensa do presidente da A.M. É o homem certo para o lugar.

Pena é que os candidatos à câmara continuem a preferir apresentar propostas de obras que já existem, ou estão para começar. Que façam propostas de regulamentos milagrosos que são ilegais, que prometam restituir verbas cobradas legalmente em que a ilegalidade seria restituir. Ou que agora optem, como infelizmente já esperava, pela campanha do “bota-abaixismo”, do inventar situações ou factos que ditos de uma forma séria ou aos gritos até querem fazer parecer verdadeira. Sim, porque os há a darem a cara pelo que dizem, mas também os há que não têm coragem de o fazer porque sabem o quanto foram ajudados no passado muito recente, mas têm outras formas de atirar a pedra e esconder a mão.

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