“Temos 29 fábricas de conservas no País e aprovámos agora um investimento de 15 milhões de euros para quatro novas fábricas” e a requalificação de outras três unidades industriais, disse ainda Luís Vieira
Figueira da Foz, Coimbra, 08 abr (Lusa) – A certificação da sardinha portuguesa representa uma mais valia para a indústria conserveira nacional nos mercados internacionais, disse hoje, na Figueira da Foz, o secretário de Estado das Pescas, Luís Vieira. À margem de uma cerimónia de apresentação da certificação de qualidade da sardinha da Figueira da Foz, o secretário de Estado afirmou que o galardão “vai permitir, fundamentalmente, colocar estes produtos nos mercados internacionais como uma mais valia”. “Neste momento há cadeias de distribuição internacionais que já fazem da sua escolha de fornecedores quem tem o selo azul da certificação”, referiu. Portugal, lembrou, é um dos grandes exportadores de conservas de sardinha, num valor estimado em cerca de 60 milhões de euros, e a certificação constitui “uma forma importante” de valorização daquele produto. “Temos 29 fábricas de conservas no País e aprovámos agora um investimento de 15 milhões de euros para quatro novas fábricas” e a requalificação de outras três unidades industriais, disse ainda Luís Vieira. “Demonstra, claramente, que os empresários estão apostados em modernizar e, ao mesmo tempo, aumentar a sua capacidade de produção”, frisou. Já o presidente da Câmara, João Ataíde, classificou de “honra e ato de justiça” a Figueira da Foz ser “a primeira cidade a ter a sardinha certificada”. “É um privilégio. Vendo hoje as razões que justificam a certificação, ficamos com a certeza absoluta de que é uma mais valia”, considerou. Já para António Lé, presidente da Organização da Pesca do Cerco da Figueira da Foz e diretor da Associação Nacional das Organizações da Pesca do Cerco, a certificação obtida pela sardinha vem garantir o futuro do setor. “A certificação veio trazer a sustentabilidade dos recursos, a longevidade do setor e o espaço no contexto mundial que possamos ocupar, porque a sardinha certificada é uma garantia para as populações costeiros de que podem viver desse recurso”, disse. Na Figueira da Foz, existem duas conserveiras e três unidades de transformação do pescado, além das 16 embarcações que se dedicam à pesca da sardinha, capturando por ano 10 mil toneladas deste pescado e representando meio milhar de pescadores. A sardinha capturada na costa portuguesa foi a primeira pescaria no quadro da União Europeia e da Península Ibérica a obter em Janeiro o rótulo azul com a certificação de sustentabilidade e boa gestão dos recursos piscatórios MSC (“Marine Stewardship Council”), que vem garantir também a qualidade do pescado para os consumidores.
JLS/FYC.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Lusa/Fim
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edição n.º10523-07-2010
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