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Crise/medidas: Passos Coelho defende que medidas para reduzir défice devem avançar "tão cedo quanto possível" (COM ÁUDIO)
(20-05-2010)


Crise/medidas: Passos Coelho defende que medidas para reduzir défice devem avançar

Lusa
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Está nas mãos do Governo saber se consegue de uma forma expedita pôr as medidas em prática mais cedo ou não”, insistiu aos jornalistas


Armindo Mendes/Lusa




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Paredes, 20 mai (Lusa) - O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, defendeu hoje que as medidas para reduzir o défice do Estrado devem ser implementadas tão cedo quanto possível.
“Esse esforço adicional deve começar tão cedo quanto possível, o que significa, portanto, que se o Governo deixar tudo pronto a tempo de começar a implementar algumas das medidas já em junho isso deverá ser feito, com certeza”, afirmou o líder social democrata.
Pedro Passos Colho comentava assim o anúncio do primeiro ministro, José Sócrates, de que os portugueses vão já passar a pagar mais IRS a partir de junho no âmbito das medidas para acelerar a redução do défice do Estado.
“Está nas mãos do Governo saber se consegue de uma forma expedita pôr as medidas em prática mais cedo ou não”, insistiu aos jornalistas.
O líder do PSD falava hoje em Lordelo, Paredes, à margem da visita que realizou a uma feira de mobiliário que decorre neste concelho do distrito do Porto.
Pedro Passos Coelho admitiu que nas negociações com o Governo ficou previsto que o objetivo seria reduzir um por cento o défice público durante o segundo semestre, ou seja, a partir de julho, mas reafirmou que “se for possível mais cedo tomar as medidas, quer do lado da receita, quer do lado da despesa, isso reforça o objetivo de chegar ao final do ano com um desempenho melhor”.
“O Governo está a fazer o possível para que todas as medidas possam ser implementadas mais cedo. O pior que pode acontecer ao país é continuar a fazer de conta que não há um problema”, observou.
O líder social democrata espera também que as medidas do lado da despesa avancem o mais rapidamente possível.
“Tão cedo quanto possível, o Governo deve dar o exemplo de que a administração vai executar rapidamente as medidas que ficaram acordadas. O Governo não precisa de ficar à espera da publicação de algumas das medidas às quais demos o nosso acordo para reduzir a despesa pública para começar efetivamente a cortar na despesa”, defendeu.
O presidente do PSD criticou o executivo de José Sócrates por este ter “há uns meses atrás desvalorizado a necessidade de ter um plano B”.
“Ao fazê-lo, [o Governo] colocou o país numa posição mais difícil. Foi justamente por não termos feito essa parte do trabalho de casa para este ano que tivemos agora de pagar com condições mais difíceis”, concluiu.


APM.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Lusa/fim



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