SCUT: "Primeiro-ministro acaba por desautorizar os seus ministros" – ACP (COM ÁUDIO)
(23-06-2010)
Lusa
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Porto, 23 jun (Lusa) – O presidente da Associação Comercial do Porto (ACP) elogiou hoje a proposta do primeiro ministro de cobrar portagens “em todas as sete SCUT”, considerando que José Sócrates “tomou o assunto em mãos e acaba por ter que desautorizar os seus ministros”. “Saúdo o facto de o senhor primeiro ministro ter ouvido as vozes que se têm levantado contra a discriminação do Norte e que tenha emendado a mão”, disse à Lusa Rui Moreira, considerando que “como dizem os franceses, ‘tout est bien qui finit bien’ (tudo está bem quando acaba bem)”. Em declarações à Lusa, Rui Moreira lamentou que “o senhor ministro das Obras Públicas e o senhor ministro das Finanças continuem a teimar em posições que depois o primeiro ministro tem que remendar e inverter”, realçando “as consequências políticas para o Governo”. “O primeiro ministro percebeu os avisos que estavam a ser feitos e acaba por ter que desautorizar os seus ministros, mas se eles tivessem ouvido as vozes que se levantaram o senhor primeiro ministro não teria que passar por este desassossego”, disse, considerando desnecessária “a confusão e a crispação” em torno da decisão do Governo de implementar “de forma discriminatória” portagem nas vias sem custos para o utilizador (SCUT) do Norte. O primeiro ministro, José Sócrates, propôs hoje a cobrança de portagens “em todas as sete SCUT”, desde que os residentes ou os que tenham “actividade económica registada” na área atravessada pela via fiquem isentos de pagamento. “Ponhamos portagens em todas as sete SCUT e naquelas que venhamos a realizar, mas com uma salvaguarda: é que ninguém dos residentes na área dessa auto estrada nem aqueles que têm actividade económica registada deva pagar nessa auto estrada”, disse à chegada à fábrica EFAPEL, no parque industrial da Lousã, Coimbra. Para o chefe de Governo, esta é “a melhor forma de responder a todas as preocupações, de igualdade e de justiça”. “Eu pela minha parte o que é importante é que na A23 ou que na futura auto estrada transmontana, nas auto estradas do interior ou naquelas em que não há alternativa, como por exemplo no Algarve, aqueles que vivem no Algarve e têm actividade económica registada no Algarve não paguem a auto estrada porque isso é que é o incentivo que nós damos ao desenvolvimento regional, os critérios de diferenciação positiva”, afirmou. Questionado pelos jornalistas sobre a viabilidade prática da proposta, José Sócrates afirmou: “Isto é muito simples de fazer”.
JNM/PGF. *** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico *** Lusa/Fim
DirectorArmindo Mendes Director-Adjunto Miguel Carvalho
Expresso de Felgueiras
edição n.º10523-07-2010
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