Vercoope vai pagar mais dois cêntimos por litro aos produtores de vinho verde

A união de cooperativas Vercoope, que reúne sete adegas de vinhos verdes, vai aumentar, nas vindimas deste ano, o valor a pagar aos associados, em dois cêntimos por quilo de uva, disse hoje à Lusa fonte da direção.
Segundo o presidente Casimiro Alves, o valor médio a pagar aos produtores passará de 46 para 48 cêntimos, um aumento que, acentuou, traduz o “bom momento” da união de cooperativas em termos de vendas de vinho verde, com um crescimento ao nível das exportações de 20%, face a 2018.
O aumento do valor a atribuir aos produtores foi decidido na quarta-feira, em conselho geral da Vercoope (União das Adegas Cooperativas da Região dos Vinhos Verdes), abrangendo cerca de 1.500 associados das adegas de Felgueiras, Paredes, Amarante, Vale de Cambra, Braga, Guimarães e Famalicão.

 

“PAGAMOS A TEMPO E HORAS AOS PRODUTORES”

Nos últimos anos tem aumentado o número de produtores a confiar as suas uvas às adegas daquela união de cooperativas, tendência que Casimiro Alves atribui ao “preço justo” que a instituição paga aos seus associados e também por fazê-lo “a tempo e horas”.
As exportações de vinho verde produzido pela Verccope vão chegar este ano aos três milhões de euros, representando cerca de 30% do volume total de faturação.
As vendas, previu, deverão atingir os 7,5 milhões de litros.
“O vinho verde está na moda”, comentou o dirigente, a propósito do crescimento do setor, o qual também se deve, insistiu, à “excelente qualidade de um produto cada vez mais apreciado internacionalmente”.
Este ano, na ótica da Vercoope, manteve-se a tendência de crescimento em mercados do leste europeu, nomeadamente a Rússia e a Ucrânia.
Israel e Japão são, por outro lado, mercados que também começam a apreciar e a comprar, “cada vez mais”, as marcas de vinho verde produzidas pela Vercoope, com as atenções viradas, ainda, para a Coreia e para as Filipinas, países asiáticos onde, observou o dirigente, estão a ser dados os primeiros passos.

 

BRASIL E RÚSSIA SÃO OS MELHORES MERCADOS

Num registo mais estável, apresenta-se o Brasil, que se mantém como o segundo melhor mercado, atrás da Rússia.
“Este é o nosso melhor período de sempre”, indicou, prevendo que os próximos anos consolidem o crescimento da última década.
Do lado dos produtores, também “há razões para sorrir”, uma vez que, anotou, se a rentabilidade do negócio continuar a crescer, também o valor a pagar pelas uvas deverá refletir esse ganho, como aconteceu nos últimos anos.
Casimiro Alves disse, por outro lado, haver vinho de qualidade suficiente para corresponder à procura, porque também tem crescido a produção, graças ao aumento das áreas das explorações vitícolas em todo o território dos vinhos verdes.
Aquela tendência, observou, tem sido apoiada com êxito pelo programa Vitis.