Vitória de Seguro em Felgueiras “prova que a liderança concelhia está forte”

“Foi uma vitória numa conjuntura muito difícil. Foi, por isso, um resultado espetacular”, assinalou Bragança, em declarações à nossa redação, frisando que a expressão da vitória foi das mais vincadas do distrito do Porto, num concelho onde o PS é oposição

A vitória de António José Seguro, em Felgueiras, nas eleições para a escolha de candidato a primeiro-ministro, realizadas no domingo, com quase 60% dos votos, prova que o PS local e a sua direção estão fortes, comentou hoje o líder concelhio, Eduardo Bragança.

Para o dirigente felgueirense, que apoiou a candidatura de António José Seguro, o resultado naquela concelhia tem ainda mais importância, porque foi obtido em contraciclo com o que se passou no conjunto do país e até no distrito do Porto.

“Foi uma vitória numa conjuntura muito difícil. Foi, por isso, um resultado espetacular”, assinalou Bragança, em declarações à nossa redação, frisando que a expressão da vitória foi das mais vincadas do distrito do Porto, num concelho onde o PS é oposição.

Seguro teve em Felgueiras 1.121 votos (58,2%) e Costa 776 (40,3%).

Para o presidente da concelhia, o resultado tem também uma leitura local, significando que os militantes e simpatizantes “rejeitaram de forma clara” as ideias defendidas pelos apoiantes de António Costa em Felgueiras.

O presidente do PS naquele concelho recordou que as eleições foram muito participadas por militantes e simpatizantes e que o resultado confirmou que, politicamente, a direção da concelhia está “forte, preparada e legitimada” para preparar o partido nos próximos desafios.

O número um do PS em Felgueiras lamenta e critica, por outro lado, que tenham sido registadas quase uma centena de inscrições irregulares para aquelas eleições, incluindo de militantes que foram expulsos no passado e de outros que nem sequer residem no concelho.

“Tentaram desestabilizar, mas não conseguiram”, anotou, sem citar nomes.

Noutro registo, o dirigente vincou que o seu mandato na comissão política prolonga-se até três meses após as autárquicas de 2017, o que significa que terá a responsabilidade de preparar o processo eleitoral no concelho de Felgueiras.

“Somos nós que vamos escolher quem estará mais bem colocado para ser o nosso candidato”, acentuou.

Para Bragança, as pessoas que lideraram, nas últimas semanas, o grupo de apoio a António Costa “não têm condições políticas para protagonizarem quaisquer candidaturas autárquicas pelo PS em Felgueiras”.

Sobre o futuro num contexto em que a direção nacional é liderada por António Costa, o líder da concelhia disse que, “ultrapassadas as eleições, naturalmente o partido vai unir-se em torno de um projeto de mudança para Portugal”.

Bragança recorda que “a direção nacional terá, naturalmente, de trabalhar com o órgão concelhio, porque ambos têm a mesma legitimidade eleitoral”.

“Acima de tudo, estamos todos motivados para ajudar o PS, Felgueiras e Portugal”, concluiu.