ACLEM vai gastar quase 130 mil euros em pessoal em 2024 (C/ÁUDIO)

A empresa municipal ACLEM vai gastar em 2024 quase 130 mil euros em despesas com pessoal, num orçamento, superior a 800 mil euros. A matéria foi aprovada pelo executivo de Nuno Fonseca, mas contou com os votos contra dos dois vereadores do PSD, que criticam os valores despendidos.

 

“Não se justificam, em nosso entender, as verbas que são despendidas, nomeadamente com o pessoal na ACLEM, em função dos resultados que nos são apresentados ano após ano”, considera o vereador social-democrata Vítor Vasconcelos.

O autarca da oposição diz olhar “com preocupação perante a inércia da ACLEM, justificada ou não com infiltrações na Casa das Artes ou com investimentos na climatização”.

 

 

Defendeu, ainda, que os serviços prestados por aquela empresa municipal “deveriam estar integrados na Câmara de Felgueiras e seguir as regras que a contratação pública, nomeadamente de funcionários”.

O orçamento da empresa prevê a reabertura em 2024 da Casa das Artes e da Escola Adães Bermudas, com uma exposição museológica denominada “Passado, presente e futuro”.

 

"Sentium Aula" Felgueiras
Edifício “Sentium Aula” em Felgueiras

 

O conselho de administração daquela empresa municipal é formado pelos vereadores Fernando Fernandes, Ana Medeiros e Joel Costa, que integram a equipa de Nuno Fonseca na câmara.

A Casa das Artes foi encerrada pelo executivo Sim Acredita em 2020.

Entretanto, a Escola Adães Bermudas, construída no tempo da gestão de Inácio Ribeiro, nunca entrou em funcionamento, apesar de as obras terem terminado há vários anos, o que é criticado pelo PSD.

“É necessário criar uma agenda cultural forte para que, de facto, atraia e dinamize os equipamentos, que já foram alvo de investimentos avultados. Nós compreendemos as justificações que nos têm sido dadas, mas já começa a ser tempo demais para ter estes edifícios parados”, sinalizou Vítor Vasconcelos.