A Câmara de Felgueiras já iniciou a construção de um equipamento para o ensino das artes, empreitada que incluiu a remodelação da antiga escola primária da cidade que se encontrava em ruina, avançou hoje o seu presidente.
“Queremos que seja um espaço nobre e um referencial de qualidade na região”, afirmou Inácio Ribeiro, em declarações à Lusa.

A Oficina de Artes Performativas, como se vai designar o novo espaço, acrescentará mais um elemento ao denominado “quarteirão das artes”, situado no centro da cidade, do qual já existem a Casa das Artes, a maior sala de espetáculos da região do Tâmega e Sousa, e a Casa das Torres, vocacionada para a promoção do turismo e outras atividades económicas.
O novo equipamento terá uma área de construção de cerca de 2.200 metros quadrados, partindo da antiga escola, cuja fachada principal, voltada para a Rua Costa Guimarães, será mantida, e construindo um segundo edificado nos terrenos contíguos, incluindo a área da antiga sede da banda de música da cidade.

A futura oficina terá quatro pisos (cave, rés-do-chão, primeiro e segundo andares) e disponibilizará espaços multiusos, salas multimédia, de dança, de aulas e estúdios crivos para atividades artísticas.
“Queremos que seja uma escola para desenvolver os sentidos e as artes performativas”, observou o presidente da Câmara.

“Queremos que seja um grande viveiro quotidiano de grandes talentos”
Inácio Ribeiro assinalou que, com este equipamento, as várias associações e entidades que se dedicam ao ensino artístico no concelho nas áreas da dança, música e teatro, entre outras, passem a ter um “espaço de grande qualidade” para as suas academias.
“Queremos que seja um grande viveiro quotidiano de grandes talentos”, insistiu, frisando o carinho que tem dedicado a este projeto. Indicou também que os futuros artistas terão à sua espera o palco mais nobre da região, a Casa das Artes, para depois expressarem, cada um, o seu talento.
A obra de construção civil vai custar 1,5 milhões de euros, sem contar com o equipamento, e o prazo de conclusão da empreita é de nove meses.
O dono da obra é a Aclem, empresa municipal para a área das artes.

Inácio Ribeiro destaca, por outro lado, a regeneração urbana que esta empreitada vai trazer, recuperando a “escolinha”, como é conhecido o antigo estabelecimento de ensino, cujo estado de ruína no coração da cidade preocupava a autarquia há vários anos.
“Queremos preservar a fachada que representa quase 100 anos de história do ensino em Felgueiras”, concluiu.
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