Associação de Futebol do Porto suspende todos jogos agendados até terça-feira

As competições da Associação de Futebol do Porto (AFP) vão parar entre hoje e terça-feira, dia 3 de novembro.

 

A associação portuense já tinha determinado o cancelamento de todos os jogos de futebol e futsal que envolviam equipas dos concelhos de Paços de Ferreira, Felgueiras e Lousada, mas a decisão foi alargada a todas as outras partidas, face ao “agravamento da situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal”.

“Tendo em conta as resoluções do Conselho de Ministros, as recentes indicações governamentais e ainda em linha com o determinado pela FPF, a Direção da AF Porto na sua reunião de ontem determinou o adiamento ‘sine die’ de todos os jogos agendados para o período que medeia entre as 00:00 de 30 de outubro e as 06:00 do dia 3 de novembro”, pode ler-se no comunicado emitido pela AFP.

“Oportunamente serão indicadas as novas datas para realização dos jogos”, acrescenta a mesma nota.

Recorde-se que o Governo decretou o cancelamento dos jogos de futebol não profissional e das modalidades amadoras agendados entre a próxima sexta-feira e domingo, mantendo-se a calendarização das I e II Ligas de futebol.

Entretanto, um total de 41 clubes do Campeonato de Portugal assinaram uma nota conjunta de repúdio em relação ao adiamento da jornada deste fim de semana da competição.

“Fomos informados a altas horas da madrugada, através do Comunicado Oficial da FPF n.º 178, que as competições não profissionais não iriam competir por indicação expressa do Governo e da Direção-Geral da Saúde (DGS)”, pode ler-se no início da nota. Os clubes reconhecem e agradecem o esforço da Federação e Associações Distritais pelo esforço para que os jogos se realizassem.

Os clubes recordam as palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, que afirmou que a proibição da saída de conselho eram apenas um conselho e não obrigatório. Nesse sentido, os clubes questionam a legalidade da suspensão da prova.

“Tal como referido ontem pelo nosso Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, as medidas do Governo devem ser levadas apenas como recomendações e não como obrigações. Tendo mesmo a figura máxima do nosso país levantado sérias questões sobre a constitucionalidade das medidas apresentadas”, pode ler-se.