Autárquicas: Candidato do CDS em Fafe defende políticas para atrair investimento

O candidato do CDS-PP à Câmara de Fafe, Iazalde Lacá Martins, defende uma política de captação de investimentos para atrair mais empresas e combater a “desertificação” daquele concelho do distrito de Braga.

 

O advogado, de 49 anos, assinala à agência Lusa que a perda de população e a falta de competitividade empresarial são problemas “graves” que urge resolver.

“São os principais fatores que achamos essenciais para chegarmos aos nossos objetivos, a partir dos quais, depois, poder-se-ão resolver os outros” problemas do concelho, indicou.

Segundo o candidato democrata-cristão, o tecido empresarial de Fafe “está em fuga”, lamentando não haver políticas de atração de novos investimentos.

Recorda, a propósito, que a burocracia a nível municipal é um dos principais problemas enfrentados pelas empresas que pretendem instalar-se, anotando que as aprovações de processos de licenciamento podem demorar, em alguns casos, até 10 meses.

“Os empresários acabam por ir para concelhos vizinhos, por exemplo, onde podem receber a autorização em 30 dias”, anota, frisando que os processos de licenciamento deviam ser “claros e transparentes”, suportados por uma plataforma digital onde possam ser consultados.

O candidato acrescenta que faltam políticas para cativar mais empresas, implementando “atrativos fiscais”, nomeadamente com a redução de taxas.

“Duas das nossas propostas apontam nesse sentido, para a isenção da taxa de derrama para empresas com valor de faturação inferior a 200 mil euros [por ano] e também a novas empresas que se instalem no concelho e que criem pelo menos cinco postos de trabalho”, acrescenta.

Questionado sobre outras áreas de investimento, Izalda Lacá Martins salienta que na área de habitação social Fafe tem uma boa resposta instalada, reconhecendo o “bom trabalho” de requalificação do Bairro da Cumieira, onde há um número “elevado” de fogos ainda por ocupar.

O jurista salienta depois que, na área do turismo, “está tudo por ser feito”, apontando para os atrativos naturais do concelho “pouco aproveitados” pelo município.

“O nosso turismo é de passagem e ligado a grandes eventos, nomeadamente o Rali de Portugal. As pessoas assistem e vão-se embora. No final, não deixam cá nenhuma mais-valia nem riqueza”, observou.

O candidato conclui que o seu programa aponta para propostas no setor social, cultura e desporto, entre outras.

“No fundo, ainda há muito por fazer, em Fafe”, resumiu.

O executivo municipal de Fafe é formado por quatro eleitos do PS, quatro vereadores do Movimento Fafe Sempre e um do PSD.

Além do CDS, o PS anunciou que o seu candidato à câmara, nas eleições marcadas para 26 de setembro, será Antero Barbosa.

O PSD indicou o bancário Rui Novais da Silva como o candidato, pelo Chega será cabeça-de-lista Ricardo Costa, pelo CDU será Alexandre Leite e o movimento Nós, Cidadãos” avança com Marcelo Freitas.

 

APM // LIL

Lusa/fim