Baião e C. de Paiva contestam encerramento de duas escolas

Os autarcas defendem que nos casos sinalizados pela tutela o número de alunos e a localização justificavam a manutenção das escolas

Lusa

Representantes das câmaras de Baião e Castelo de Paiva disseram hoje à Lusa que discordam do encerramento de duas escolas, em cada um dos concelhos, no âmbito da reorganização prevista pelo Ministério da Educação.

Os autarcas defendem que nos casos sinalizados pela tutela o número de alunos e a localização justificavam a manutenção das escolas.

No caso de Baião, a vereadora da Educação, Ivone Abreu, disse discordar do encerramento de duas pequenas escolas na união de freguesia de Teixeira e Teixeiró.

Para a autarca, justificava-se a construção de um novo polo naquela zona do concelho, pretensão que, lamentou, não tem sido acolhida pelo Ministério da Educação.

Baião é o concelho do interior do distrito do Porto para onde se anuncia o encerramento de mais escolas. Segundo a lista divulgada na segunda-feira pelo Ministério da Educação, deverão fechar 11 estabelecimentos no próximo ano letivo, abrangendo cerca de 200 alunos.

Aquelas crianças serão transferidas para o novo centro escolar de Santa Marinha do Zêzere, em fase final de construção.

A vereadora sublinhou que este é “um processo normal”, previsto na Carta Educativa, que decorre da mudança para uma nova escola, com melhores condições.

A câmara, prometeu a autarca, assegurará o transporte dos alunos, como já acontece com outros centros escolares no concelho.

No caso de Castelo de Paiva, o presidente da câmara, Gonçalo Rocha, em declarações à Lusa, disse não aceitar o encerramento de duas das quatro escolas que constam da lista do Ministério da Educação.

Para o autarca, por motivos de localização e número de alunos, não se justifica fechar os estabelecimentos de Ladroeira e Nojões, enquanto não se concluir a reorganização da rede escolar no município.

O autarca explicou que a construção da nova escola secundária na sede do concelho vai libertar muitas salas na atual EB 2,3, que poderão ser usadas, no futuro, por crianças do primeiro ciclo do ensino básico.

Gonçalo Rocha avançou hoje que vai solicitar uma reunião com representantes da tutela para tentar evitar o encerramento daquelas duas escolas do primeiro ciclo.

De acordo com dados do Ministério da Educação, 40 escolas do Tâmega e Sousa vão encerrar no próximo ano letivo, a maioria em Baião, Cinfães e Amarante, segundo a lista divulgada na segunda-feira pelo Ministério da Educação.

A reorganização da rede escolar naquele território, que compreende concelhos dos distritos do Porto, Braga, Aveiro e Viseu, afeta 11 municípios.

O segundo concelho do distrito do Porto com maior número de encerramentos (cinco) é Amarante. Duas escolas encerrarão em Travanca, transitando os alunos para o novo centro escolar da localidade. Os outros encerramentos no concelho vão ocorrer em escolas de Jazente (Fornos), Padronelo e Vila Seca (Gondar), com os alunos a serem transferidos para a sede do concelho.

No caso de Cinfães (Viseu), onde vão encerrar nove escolas, os alunos serão transferidos para o centro escolar General Serpa Pinto, na sede do concelho, e para o estabelecimento de ensino de Souselo.

A reorganização da rede escolar prevê ainda três encerramentos em Paços de Ferreira, dois em Lousada, dois em Penafiel e um nos concelhos de Felgueiras, Marco de Canaveses e Paredes, no distrito do Porto, e também um estabelecimento de ensino em Celorico de Basto, no distrito de Braga.

O Ministério da Educação e Ciência anunciou no sábado que vai fechar 311 escolas do 1.º ciclo do Ensino Básico e integrá-las em centros escolares ou outros estabelecimentos de ensino, no âmbito do processo de reorganização da rede escolar.

O distrito de Viseu é aquele onde se vão encerrar mais escolas do 1.º ciclo do ensino básico já no próximo ano letivo, concretamente 57, seguindo-se Aveiro e Porto, com 49 e 41, de acordo com a lista de encerramentos divulgada pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC).

 

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