BAIÃO: Governo analisará reações ao anúncio de descontos nas portagens

A ministra da Coesão Territorial disse, em Baião, que o Governo “irá analisar todos os pedidos e reações” ao anúncio feito, no decorrer do Conselho de Ministros, sobre os descontos nas portagens para o interior.

 

Ana Abrunhosa, que participou numa conferência sobre políticas de coesão territorial, económica e social em Baião, adiantou que “a metodologia dos descontos nas portagens foi aprovada em Conselho de Ministros, mas agora o Governo irá ver com mais fineza as autoestradas que estão contempladas”.

“Posso dizer que analisaremos todos os pedidos que nos cheguem e depois decidiremos em função da metodologia dos critérios com justeza”, acrescentou, em declarações ao Tâmegasousa.pt.

 

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A governante, que durante cerca de três horas respondeu a várias questões de pessoas presentes na sessão, respondia também a um repto lançado pelo presidente da Câmara de Baião, Paulo Pereira, que elogiou as medidas do atual Governo para os territórios do interior e que manifestou “esperança” sobre a inclusão do território do Tâmega e Sousa na medida de introdução de descontos nas portagens no interior.

“A medida ainda não está fechada e, por isso, tenho esperança que favoreça quem cá está, pois será determinante para a atratividade e para a competitividade da nossa região”, disse o autarca, referindo-se à possibilidade de haver descontos para toda a autoestrada A4.

Paulo Pereira considerou, ainda, que “a ser aceite, a medida pode fazer a diferença para ajudar à fixação dos cidadãos”.

A conferência, que contou com a presença de José Luís Carneiro, presidente da Assembleia Municipal de Baião, e de Rio Fernandes, moderador do evento, suscitou a intervenção de várias pessoas presentes.

 

Ligação à Ponte da Ermida lembrada à ministra

Garcez Trindade, presidente da Câmara de Resende, questionou a ministra e não deixou de falar das acessibilidades “tão em falta para os empresários do concelho”, referindo-se, essencialmente, da ligação à Ponte da Ermida.

Ligação também abordada por Paulo Pereira, que sensibilizou a ministra, considerando que “aquela pode ser uma obra fundamental para remover obstáculos ao desenvolvimento da região e para atrair mais investimento”.

Também Cristina Vieira, presidente da Câmara do Marco de Canaveses, se dirigiu a Ana Abrunhosa, bem como empresários e políticos do concelho, com perguntas e ideias “bem concretizadas e fundamentais para o desenvolvimento do trabalho deste ministério”, considerou a ministra.

 

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Durante a sessão, Ana Abrunhosa deu a conhecer algumas das medidas que o Governo está a implementar no apoio à criação de emprego e no apoio às empresas, nomeadamente, os programas “Trabalhar no Interior” e “+Coeso”.

Dirigindo-se aos presentes, muitos representantes de instituições e entidades de desenvolvimento local, como a Dolmen e a Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, Ana Abrunhosa incentivou a “unirem-se”, referindo que “as instituições são fundamentais para a coesão territorial”.

“O processo é exigente e por isso a colaboração entre as entidades dos territórios é fundamental”, disse, acrescentando:

“No nosso país queremos tudo para todos, sendo uma forma de não abrir discussões, mas esta ministra quer fazer diferente, porque há territórios que precisam de medidas diferentes”.

 

José Luís Carneiro abriu a sessão e lembrou “grandes desafios da sociedade”

O presidente da Assembleia Municipal de Baião, José Luís Carneiro, abriu a conferência, frisando que aquela sessão era a continuidade do encontro realizado com Moreira da Silva sobre o significado do desenvolvimento e como é que, à luz, das políticas públicas se podem remover os obstáculos à sua concretização”.

José Luís Carneiro lembrou “os grandes desafios que a sociedade, o Estado e o governo se propõem enfrentar: o desafio da demografia, do clima, da transição para a sociedade digital e a luta contra as desigualdades. As desigualdades de rendimento, dos recursos nos territórios, o combate à pobreza e à exclusão”.

 

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“É para fazer face a estes desafios, de modo integrado e com um olhar multinível, que foi criado um ministério da coesão”, disse Carneiro, explicando que “em articulação com as autarquias e com os parceiros do desenvolvimento, tem por objetivo promover um desenvolvimento regional mais equilibrado e sustentado”.

José Luís Carneiro desejou “as maiores felicidades à senhora ministra”, felicitando o Governo pelas decisões já adotadas de apoio ao investimento, à mobilidade e ao emprego adotadas e em aplicação.

“Esta região também é beneficiaria deste vasto conjunto de apoios”, vincou.

 

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