Câmara e Infraestruturas de Portugal decidiram traçado da variante de Cabeça de Porca

A Câmara de Felgueiras e a Infraestruturas de Portugal (IP) concluíram a escolha do traçado da ligação à Zona Industrial de Cabeça de Porca, o que permitirá concluir o projeto ainda este trimestre, segundo o presidente da autarquia.

 

Nuno Fonseca explicou hoje à Lusa que numa reunião realizada em Lisboa foram tomadas as decisões, tendo em conta as duas opções de traçado que estavam em cima da mesa, que apresentavam pequenas variações entre si.

Havia, observou, que tomar decisões no traçado inicial, a partir da rotunda de acesso à A42, junto à “Casa do Diabo”, no nó de Friande e no troço final, junto à zona industrial.

“Procuramos tomar as decisões que nos pareceram mais vantajosas tendo em conta vários fatores”, sinalizou, sem entrar em pormenores.

“Processo está em bom andamento”

O mais importante nesta fase, prosseguiu, é dizer às pessoas que o processo está “em bom andamento” e que, muito brevemente, o projeto estará concluído e pronto para a fase seguinte.

Zona industrial de Cabeça de Porca (4)

A futura variante que aproximará a zona industrial de Cabeça de Porca da A42, em Felgueiras, vai aliviar a rede viária atual, por onde passam 30 mil veículos por dia, segundo dados da Infraestruturas de Portugal.

Questionado sobre as fases seguintes do processo até a variante ser uma realidade, o autarca lembrou que não se sabe ainda se haverá necessidade de se fazer um estudo de impacte ambiental (EIA).

Se for possível evitar o EIA, anotou, o concurso para a empreitada avançará até ao final do ano e a obra deverá arrancar no verão de 2021. Pelo meio, haverá necessidade de se proceder à expropriação dos terrenos.

“Autarquia tem feito tudo para que a obra aconteça o mais rapidamente possível”, sublinha o edil

Caso haja necessidade de se proceder à avaliação ambiental, admitiu o presidente da câmara, o processo atrasará alguns meses.

Nuno Fonseca reiterou que “a autarquia tem feito tudo para que a obra aconteça o mais rapidamente possível”, porque se trata de uma infraestrutura rodoviária desejada há décadas.

A variante deverá ter uma extensão de 6,5 quilómetros, uma faixa de rodagem em cada sentido, com 3,5 metros de largura, acrescidas de faixa de veículos lentos nos pontos com maior declive. A obra incluirá duas rotundas e um nó de ligação à rede viária.

O custo estimado da infraestrutura, incluindo aquisição de terrenos, é de oito milhões de euros.

Nuno Fonseca, no momento da assinatura do protocolo com o Estado que vai permitir construir a variante
Nuno Fonseca, no momento da assinatura do protocolo com o Estado que vai permitir construir a variante (arquivo)

O modelo escolhido para o financiamento decorre de um protocolo celebrado entre a câmara e a administração central, segundo o qual a autarquia assume os encargos com a aquisição dos terrenos, cabendo à tutela 85% dos custos com a empreitada. Os 15% restantes serão da responsabilidade do município.

Armindo Mendes/LUSA