Câmara propõe-se vender por 1,5 milhões parcela de zona empresarial de Várzea

FOTO: Armindo Mendes

A Câmara de Felgueiras pretende alienar, em hasta pública, um terreno da zona de acolhimento empresarial de Várzea, propondo 1,5 milhões de euros como o preço da parcela, disse à Lusa fonte autárquica.

 

A matéria já foi aprovada pela assembleia municipal e o procedimento de hasta pública vai ser aberto na sexta-feira, de acordo com a documentação consultada pela Lusa.

A parcela situa-se nas proximidades do Estádio Municipal Dr. Machado de Matos, na sede do concelho, na área abrangida pelo denominado Plano de Urbanização da Zona Industrial de Rabela-Várzea, e tem 15.420 metros quadrados.

O valor de 1,5 milhões de euros resulta da avaliação de um perito oficial.

FOTO: Armindo Mendes
FOTO: Armindo Mendes

Aquele terreno compreende o projeto do Parque Tecnológico do Tâmega (PTT), constituído há cerca de 15 anos, tendo como acionistas o grupo Mota-Engil e o município de Felgueiras, que detém 10% do capital da sociedade anónima.

Apesar de ali terem sido investidos cerca de 3,5 milhões de euros em infraestruturas, com apoios comunitários, não ocorreu, até ao momento, qualquer investimento de natureza empresarial.

O presidente da câmara, que herdou o caso dos anteriores executivos, tem considerado aquela situação “um elefante branco”, devido ao investimento que ali foi realizado, sem qualquer retorno até ao momento.

“O que ali temos é uma vergonha”, disse o autarca, quando a questão foi discutida na assembleia municipal, aludindo também à degradação das infraestruturas.

 

Aprovada expropriação de 93 parcelas de terreno para expandir zona industrial das Barrancas

 

A verba que o município pretende assegurar com esta alienação será direcionada para outros investimentos, incluindo a aquisição de terrenos para a expansão da zona industrial das Barrancas, noutra localização do concelho.

A matéria também já foi aprovada pela assembleia municipal, que deliberou avançar para a expropriação de 93 parcelas, com 275 mil metros quadrados, no contexto do pedido de declaração de utilidade pública.

Segundo o presidente Nuno Fonseca, o processo expropriativo destina-se a dar seguimento a uma candidatura ao programa Norte 2020, que obriga o município a ser proprietário dos terrenos situados nas proximidades do nó de Barrosas/Vizela, da A11.

Estima-se que a expropriação dos terrenos, compreendendo áreas de Revinhade, Regilde, Penacova e união de Freguesias de Torrados e Sousa, represente um investimento municipal de cerca de 1,5 milhões de euros.

A candidatura ao Norte 2020 aponta, ainda, para um investimento global em infraestruturas de dois milhões de euros, contando com uma comparticipação máxima de 1,5 milhões de euros.

Nuno Fonseca tem assinalado que, apesar de se tratar de um processo expropriativo, a sua primeira fase passa por uma negociação amigável.

Aquela zona industrial, que já é um dos principais polos empresariais do concelho, tem uma localização privilegiada, porque se situa junto à rotunda do nó da A11, que garante um acesso rápido às infraestruturas de transportes da região do Porto, nomeadamente o Aeroporto Sá Carneiro e o Porto de Leixões, fundamentais, segundo o autarca, para as empresas que apostam nas exportações.

Justifica-se, por isso, rematou, a sua expansão para dar resposta à procura cada vez maior de áreas de implantação de empresas naquela zona do concelho de Felgueiras.

Armindo Mendes/Lusa