Câmara PSD adia por um ano conclusão da revisão do PDM e PS diz ser “incompetência”

A Câmara de Felgueiras aprovou hoje, o adiamento, por um ano, do prazo para finalizar a revisão do Plano Diretor Municipal, alegando “razões externas”, o que foi considerado pelo PS, na oposição, um sinal de “incompetência”.

O presidente Inácio Ribeiro (PSD) justificou, na reunião do executivo, que o adiamento decorre de questões que “ultrapassam” a autarquia relacionadas com a Reserva Agrícola Nacional (RAN) e Reserva Ecológica Nacional (REN), não prestando mais esclarecimentos sobre a matéria.

O líder da oposição, o socialista Eduardo Bragança, criticou a gestão social-democrata pelo adiamento. Referindo-se a dados da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, recordou a Inácio Ribeiro que Felgueiras é dos últimos concelhos do norte do país que ainda não reviu o plano diretor em vigor, de 1994.

O vereador socialista lembra que há inúmeros projetos em Felgueiras dependentes da revisão do PDM e que, com a decisão tomada hoje, “muitas pessoas vão ficar penduradas”, prejudicando o desenvolvimento do Município.

reunião de câmara Felgueiras 2

Bragança recordou que o presidente tinha prometido que a revisão, iniciada em janeiro de 2016, estaria concluída em abril ou maio deste ano. Vincou também não se perceber como é possível este dossiê continuar “encravado”, apesar de a câmara ter contratado, em 2016, duas equipas técnicas externas para a revisão do PDM.

Se o cronograma anunciado em 2016 pela autarquia fosse cumprido, neste mês de janeiro estaria a decorrer o período de discussão pública e em abril a revisão seria aprovada pela Assembleia Municipal.

O vereador alertou hoje na reunião de câmara que em 2016 foram gastos 77.000 euros nesse processo e que para este ano está previsto afetar 180.000 euros.

Para o vereador, a autarquia gerida pelo PSD está a “desbaratar recursos”.

O presidente da Câmara não respondeu e ordenou que se procedesse à votação.

Os seis eleitos da maioria votaram a favor, os três vereadores do PS votaram contra, afirmando “não pactuar com a inércia” da gestão social-democrata.

 

APM // MSP

Lusa/fim