Câmaras da prospeção de lítio “Seixoso-Vieiros” avançam com estudo académico

FOTO: Armindo Mendes

Municípios da zona de prospeção de lítio “Seixoso-Vieiros” vão trabalhar com especialistas das universidades do Minho e Trás-os-Montes para um estudo que sustente uma posição política dos autarcas, informou hoje fonte municipal.

 

“A reunião com um grupo de especialistas e os reitores da Universidade do Minho e da Universidade da Trás-os-Montes e Alto Douro serviu de ponto de partida para o estudo académico que irá fornecer os elementos técnicos necessários à sustentação de uma posição política em relação às questões relacionadas com a prospeção e exploração do lítio na zona Seixoso-Vieiros, lê-se num comunicado enviado pela Câmara de Amarante.

Além de Amarante, integram ainda aquela zona de prospeção os municípios de Celorico de Basto, Fafe, Felgueiras, Guimarães e Mondim de Basto.

Refere-se, ainda, que “os autarcas convergiram em considerar o papel da academia muito importante para a discussão da temática em causa, em face dos princípios de isenção e independência que estão subjacentes a uma matéria de teor científico, e concordaram em promover um conjunto de ações de debate público nos seus concelhos”.

A Lusa solicitou na manhã de hoje à autarquia de Amarante mais informações sobre esse dossier, mas foi indicado que o porta-voz dos municípios neste caso era o presidente da Câmara de Felgueiras, Nuno Fonseca.

Contactada a Câmara de Felgueiras, não foi possível, até ao momento, obter uma declaração do seu presidente.

Em fevereiro, os representantes das autarquias reuniram-se com o então ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, “para pedir esclarecimentos, demonstrar preocupação e manifestar que estão contra o relatório de Avaliação Ambiental Estratégica do Programa de Prospeção e Pesquisa de Lítio em Portugal”, lê-se no comunicado.